O mundo pareceu parar. Laura piscou uma vez. Duas. Três. A boca abriu. Fechou. Abriu de novo. Os olhos começaram a encher de lágrimas.
— Eu sabia! — A voz saiu alta demais. Emocionada demais.
Ela levantou tão rápido da borda da banheira que quase escorregou.
— Eu sabia! Eu sabia que ela tinha fugido naquela noite para salvar o meu irmão da prisão! — exclamou apontando para ele enquanto andava de um lado para o outro do banheiro. — Tudo que ela fez foi por amor ao Liam!
As mãos voavam no ar. O peito subia e descia rápido.
— Nego, eu vou poder pedir desculpas pra cunhadinha! — Levou as duas mãos à boca. Completamente emocionada. — Eu não devia ter falado que o amor dela era fraco.
A voz falhou. Os olhos marejaram ainda mais.
— Ela deu a maior prova de amor para o Liam... sofreu calada até agora longe dele.
Balançou a cabeça várias vezes. Ainda sem acreditar.
— Meu Deus… — Uma risada chorosa escapou. — Eu vou poder dar muitos beijos na minha sobrinha. — Os olhos arregalaram novamente. — Ela deve estar enorme.
Virou-se para Edgar. Ansiosa.
— Será que já está andando? — Sem esperar resposta, continuou. — Será que é alérgica igual aos pais? — Outra pausa. — Será que já está dando as primeiras palavrinhas?
A mão foi imediatamente ao peito.
— Meredith vai amar brincar com a Luna e os gêmeos.
Então congelou. Os olhos se arregalaram novamente.
— Meu Deus, Nego… — Apontou para ele. — E se um dos gêmeos se apaixonar pela Meredith?
Edgar fechou os olhos. Segurando a risada.
— Laura...
— Estou falando sério! — A indignação veio imediata. — Tipo aquele amor impossível de primos. — Os olhos ficaram enormes. — Liam vai surtar quando descobrir que a filha perdeu a virgindade com um dos primos.
Edgar passou a mão pelo rosto. A gargalhada quase escapando.
— Loirinha...
— Não me interrompe. — Apontou novamente para ele. — Acho que ela vai ser romântica igual à Olívia. — A voz suavizou. — E ciumenta. — Um sorriso surgiu. — E safada também, porque isso claramente é marca registrada dos Holt.
Edgar finalmente riu. Laura continuou sem freio.
— Liam vai ficar de cabelos brancos muito rápido. — Balançou a cabeça. Completamente convencida. — Meredith vai ser uma mulher linda.
Os olhos marejaram outra vez.
— Meu Deus... a Olívia é maravilhosa. — Levantou as mãos para o céu. — Não é à toa que o Liam mata um por ela.
Então parou. Pensativa.
— Como será que ela vai reagir ao saber do Oliver?
Edgar observava tudo em silêncio. Com um sorriso paciente. Apaixonado. Deixando ela colocar para fora tudo o que estava sentindo.
Até que… De repente… A ficha caiu. Laura congelou. Piscou devagar. Virou-se lentamente para ele. Os olhos arregalados.
— Espera. — A voz saiu mais baixa. Atordoada. — Você disse que a minha cunhadinha e a minha sobrinha estão vivas?
Levou uma das mãos ao peito. Como se o coração tivesse acabado de lembrar de bater.
— É isso mesmo? — Os olhos procuraram os dele. Desesperadamente. — Quando você descobriu?
Edgar respirou fundo. Os olhos suavizaram.
— Estão sim, amor. — A voz saiu baixa. Gentil. — As duas estão vivas. — Senta aqui, Loirinha... — pediu baixinho.
A mão dele procurou a dela novamente por cima da borda da banheira.
Laura sustentou o olhar dele por alguns segundos. A inquietação continuava ali, mas havia algo na forma como Edgar a observava que a fez obedecer sem discutir.
Ela voltou a sentar-se na borda da banheira. Devagar, encaixou a mão na dele, entrelaçando os dedos.
O polegar começou a acariciar as costas da mão dele quase sem perceber, enquanto os olhos permaneciam presos ao rosto do marido.
— E eu só descobri quando o senhor Frederico foi internado. — Confessou Edgar, com calma.
Laura permaneceu imóvel. Escutando.
— A Olívia viu a notícia dele na televisão. Ela achou que ele iria morrer, então decidiu vê-lo. — O olhar dele perdeu o foco por um instante. Lembrando daquele dia no hospital. — E eu ajudei ela a entrar no quarto do seu avô. Sozinha não iria conseguir passar pelos seguranças.
Laura levou a mão até a boca. Os olhos enchendo-se de lágrimas outra vez.
— Eu vou agora nela. Não posso mais esperar para pedir desculpas. — Apontou para porta do banheiro. — Vou levar os gêmeos para ela conhecer.
Edgar segurou delicadamente o pulso dela quando viu que ela iria levantar novamente..
— Loirinha… — A voz saiu calma. Paciente. — Respira.
Laura olhou para ele.
— Não consigo, Nego... — confessou.
Edgar observou ela em silêncio. Com admiração. Então perguntou.
— Você seria capaz até de desistir desse seu Negão aqui? — Um sorriso apareceu no canto da boca dele. — Do nosso casamento?
Laura estreitou os olhos imediatamente.
— Já ficamos muitos anos separados, Nego. — A resposta veio sem hesitação. — Não existe a menor possibilidade de isso acontecer novamente.
Os olhos permaneceram presos nos dele.
— O que eu tiver que fazer pelos nossos filhos... — a mão subiu devagar até o rosto dele. Os dedos acariciaram a barba curta com carinho. — Você vai estar ao meu lado.
Edgar sustentou o olhar dela em silêncio.
— Nós vamos resolver juntos. — A voz saiu firme apesar das lágrimas. — Sempre resolveremos.
Os olhos dela marejaram ainda mais.
— Até que a morte nos separe. — murmurou carregada de emoção. — Nós fizemos um juramento.
Edgar sentiu a garganta apertar. Porque sabia exatamente o que aquelas palavras significavam para ela.
Laura respirou fundo. Então… A expressão mudou. Foi quase engraçado. Como se alguém tivesse apertado um interruptor invisível.
O olhar emocionado desapareceu. As sobrancelhas se arquearam lentamente. Os olhos estreitaram. E a esposa compreensiva deu lugar à Laura indignada.
— Poxa, Nego... — o dedo indicador apontou diretamente para ele. — Você mentiu pra mim.
Edgar fechou os olhos por um instante. Já esperando aquela parte.
— Eu sei.
— Lógico que sabe. — Laura balançou a cabeça imediatamente. — E mesmo mentindo… foi perfeito comigo. Que raiva!
A mão foi para a cintura.
— Eu sofri. — Outra apontada acusadora. — Sofri de verdade. Chorei. Passei noites sem dormir. — Ela estreitou ainda mais os olhos. — Mas o pior foi eu cogitar a possibilidade de você estar com uma amante. Porque eu iria ficar mais ofendida pela sua falta de bom gosto do que pela traição em si.
Edgar abriu a boca para responder.
— Eu sei que é ridículo. — Ela ergueu uma mão imediatamente, impedindo qualquer interrupção. — Eu também sei. Mas a culpa é sua.
— Minha? — Edgar levou uma das mãos ao próprio peito, levantando uma sobrancelha enquanto a encarava com uma expressão de falsa incredulidade.
— Sua. — confirmou sem a menor dúvida, apontando para ele. — Porque você estava estranho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Aguardando para novos capítulos, voltou a ficar interessante...
Aí meu Deus, n demora com os próximos pfvr!...
Demora pra sair novos capítulos?...
Ahhhhh cadê novos capítulos? Isso tá muito chato....
E os capítulos novos nada de publicação...
Ohhh ansiedade Senhora autora,por favor para quando novos capítulos...
E os novos capítulos nada ainda...
Ansiosa de mais para os próximos capítulos! 😃...
E os novos capítulos, já tá na hora da Olívia ter um pouco de trégua no sofrimento...
Amanhã terá novos capítulos?...