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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 525

Edgar soltou uma risada baixa, balançando a cabeça devagar. Laura imediatamente estreitou os olhos.

— Não ri. — advertiu, tentando manter a pose séria. — Eu estou sendo uma esposa traída hipoteticamente.

— Hipoteticamente? — repetiu ele, a diversão aparecendo claramente no sorriso que insistia em escapar.

— Sim. Porque realisticamente você é incapaz de me trair. — respondeu com a maior naturalidade do mundo.

Edgar não conseguiu segurar o sorriso.

— Mas mesmo assim eu sofri. Então você continua culpado.

Laura balançou a cabeça devagar e continuou.

— Minha cabeça criou cinquenta teorias diferentes em menos de dois minutos. — a voz falhou. — Eu realmente surtei achando que você estava com outra. Que outra boca estava chupando meu pirulito de chocolate. E isso… é inadmissível!

A risada escapou dela.

— Eu sei que isso não faz o menor sentido. — Ela apontou para ele. — Porque você é um príncipe.

Então os olhos desceram rapidamente para a região abaixo da água da banheira.

— E porque ele ali... — apontou descaradamente. — ...é completamente enfeitiçado pela dona dele.

O dedo voltou para os próprios lábios e ela ergueu uma sobrancelha com falsa modéstia.

— Um homem sem qualquer capacidade de resistência.

Edgar fechou os olhos por um segundo. Laura suspirou teatralmente.

— Mas eu vou decidir a sua punição depois. — Os olhos brilharam de animação outra vez. — Porque agora eu tenho uma cunhadinha para reencontrar e uma sobrinha para encher de beijos.

Edgar riu baixinho, puxando-a pela cintura para dentro da banheira, de roupa e tudo. Ela deu um gritinho surpreso, mas logo se derreteu contra o peito dele. Ele abraçou-a firme, os lábios roçando o ouvido dela com voz sensual e calma.

— Adoro quando você faz essa carinha. E confesso que estou louco pra me perder nesse corpo que fica cada dia mais delicioso.

Laura sorriu derretendo no abraço.

— Isso é golpe baixo... Nego, você é tão perfeito que eu não consigo ficar com raiva de você. Que domínio é esse que você tem sobre mim?

— Eu sou o seu Príncipe. Esqueceu? — murmurou ele, a voz grave vibrando contra a pele dela. — O seu deus ébano. E completamente seu.

Ela virou o corpo, encaixando-se entre as pernas dele, os braços enrolando-se no pescoço forte. Seus dedos brincavam com a nuca dele, o olhar provocante.

— É mesmo? Você é todinho meu?

— Você sabe que sempre fui seu. E vai ser assim até meu último dia de vida.

— Então sua punição vai começar agora, Nego. E eu espero que você esteja preparado.

O relógio marcava pouco depois das cinco da tarde quando Olívia permaneceu sentada em sua cama, com o celular apoiado junto ao ouvido.

Do outro lado da linha, em Dallas, Fabrício continuava tentando convencer a filha a não tomar nenhuma decisão precipitada.

Meredith dormia no quarto dela. E Olívia sentia o peso do mundo inteiro sobre os ombros.

— Pai... — Olívia fechou os olhos por alguns segundos — A minha decisão não mudou. Eu não quero mais permanecer nesse casamento.

Do outro lado da linha, Fabrício apoiou-se na cadeira atrás da mesa. A expressão cansada. Porque aquela conversa já havia acontecido muitas vezes.

— Filha...

— Eu vou embora. — A voz saiu baixa. Mas firme. — Assim que for seguro, eu vou para outro país. O senhor permitindo, eu vou assumir uma das filiais novas. Vou levar a Meredith comigo.

Fabrício fechou os olhos por um instante.

— Eu estava quase cedendo... — confessou baixinho enquanto passava a mão pelo rosto. — Quase.

Olívia permaneceu em silêncio.

— Mas o Liam descobriu a verdade. — A voz dele suavizou. — E agora nada será como antes.

Os olhos dela marejaram imediatamente.

— Pai… eu não tenho mais forças para lutar por isso. — Respirou fundo — Eu confesso que eu amo o Liam. Amo mais do que deveria. Mas talvez amar alguém nem sempre seja suficiente.

— Ele não vai ficar longe da filha. — Fabrício interrompeu com calma. — E eu não vou apoiar o fim desse casamento.

Olívia soltou uma risada sem humor. Daquelas que machucavam mais do que o choro.

— O senhor está do lado dele?

— Estou do lado de vocês dois.

O silêncio caiu entre eles. Pesado. Doloroso.

— Pai... eu e a Meredith ainda corremos perigo. — A mão dela apertou o lençol. — O senhor sabe disso.

Olívia fechou os olhos imediatamente.

— Da última vez que o Liam esteve aqui... — continuou calmamente — ...ele me confessou. — Os dedos dela apertaram o celular. — E sabe o que mais ele disse?

Olívia permaneceu em silêncio.

— Que quem precisava falar era ele. — A respiração dela falhou. — Mas que você não deixava.

As lágrimas começaram a cair outra vez.

— Pai... por favor...

O silêncio caiu. Pesado. Até que Fabrício suspirou.

— Filha... eu tenho uma ligeira intuição do que seja. — A voz saiu carregada de sinceridade. — E sei que isso é uma das coisas que destrói você e que foi o início dos problemas do casamento de vocês.

Fabrício sorriu tristemente e continuou.

— Eu ainda espero o dia em que vocês dois vão resolver confiar nesse velho pai e vão se abrir comigo..

Antes que Olívia pudesse responder… A porta do quarto se abriu.

— Amiga...

A voz de Ísis atravessou o ambiente como um choque. Olívia congelou imediatamente. O celular escorregou da mão sobre a cama. Os olhos encontraram os da amiga parada na porta.

Por alguns segundos nenhuma das duas conseguiu se mover. Nenhuma conseguiu falar. Porque durante meses Ísis acreditou que ela estava morta. Durante meses chorou aquela perda. Durante meses precisou aceitar que nunca mais ouviria aquela voz.

— Amiga... — repetiu outra vez, a voz quebrando completamente enquanto as lágrimas escorriam sem controle. — Meu Deus... eu não acredito que estou vendo você.

Olívia sentiu a garganta fechar. As próprias lágrimas já desciam pelo rosto.

— Ísis... — murmurou baixinho enquanto balançava a cabeça. — Você está mesmo aqui...

Foi o suficiente. As duas correram uma para a outra. O abraço veio forte. Desesperado. Cheio de saudade. Ísis apertou Olívia contra o peito como se tivesse medo dela desaparecer novamente.

— Eu senti tanto a sua falta... — confessou entre lágrimas enquanto acariciava os cabelos dela. — Tanto... você não faz ideia do quanto eu chorei.

Olívia fechou os olhos imediatamente. As lágrimas molharam o ombro da amiga.

— Eu também senti sua falta todos os dias... — a voz saiu abafada pelo abraço. — Todos os dias, Ísis.

Nenhuma das duas teve pressa de se afastar. Porque existiam meses inteiros de dor naquele abraço.

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