Alex ao entrar em sua cobertura, parou no meio da sala. O ar pareceu escapar dos seus pulmões.
Ísis estava ali, no centro da sala suavemente iluminada, vestindo uma fantasia de enfermeira curta, justa e extremamente sexy, com meias finas e saltos altos que alongavam ainda mais suas pernas. O coração dele deu um salto violento. Seus olhos percorreram cada detalhe dela, da curva dos seios ao sorriso tímido e esperançoso que ela tentava manter.
— Nossa... — foi tudo o que conseguiu dizer, a voz rouca, quase um sussurro.
Ísis mordeu o canto do lábio inferior, um gesto nervoso que ele conhecia bem, e caminhou até ele com passos decididos. Pegou a mala de sua mão sem perguntar, roçando os dedos nos dele por um segundo a mais do que o necessário, e colocou-a sobre o sofá.
— Tem um paciente que precisa de cuidados urgentes. — murmurou ela, a voz baixa e carregada de intenção. Seus olhos brilhavam com uma mistura de desejo, arrependimento e amor.
Ela entrelaçou os dedos nos dele e o guiou pelo corredor até o quarto. Quando Alex entrou, o ambiente o deixou sem palavras. A cama estava coberta de pétalas de rosas vermelhas, a mesa lateral tinha uma garrafa de vinho, duas taças e alguns petiscos. Velas perfumadas tremulavam, criando sombras suaves nas paredes.
Ele parou, franzindo levemente a testa.
— Preta... eu esqueci alguma data importante?
Ísis virou-se para ele, negando com a cabeça. Seus olhos estavam marejados, mas ela sorria.
— Não. Você não esqueceu nada. Eu que preparei tudo isso porque fui muito injusta com você. — Sua voz falhou um pouco. Ela deu um passo mais perto, tocando o peito dele por cima da camisa. — Agora eu vou cuidar do meu marido. — Engoliu em seco, o olhar vulnerável. — Espero que não seja tarde pra isso.
Alex segurou o rosto dela com as duas mãos, os polegares acariciando suavemente as bochechas.
— Não é tarde, amor. Nunca é tarde pra nós. — Ele respirou fundo. — Pensei que ao chegar, não te encontraria. Que estaria viajando sem falar comigo. E nossos filhos?
— Estão bem e dormindo. Mais tarde você vai vê-los. Agora... agora é o nosso momento.
Ela deslizou as mãos pelos ombros dele e tirou o paletó devagar, como se estivesse despindo uma ferida.
— Você está machucado... — sussurrou, os dedos tremendo levemente ao tocar o tecido. Inclinou-se e deu um selinho suave nos lábios dele, demorando-se ali por um instante.
Em seguida, abriu o blusão dele, botão por botão, e o tirou. Antes que caísse no chão, ela se ergueu na ponta dos pés e depositou um beijo carinhoso na ponta do nariz dele. Alex sentiu os olhos arderem.
Ísis desabotoou a calça dele com gestos lentos e intencionais. Ele terminou de tirá-la, e ela aproveitou para beijar sua bochecha, demorando-se ali, inalando seu cheiro. Uma de suas mãos repousou sobre o peitoral dele, sentindo as batidas aceleradas do coração. Alex, por sua vez, segurou a cintura dela com as duas mãos, os dedos apertando levemente a carne macia como se tivesse medo de que ela desaparecesse.
— Quando ficamos separados e depois voltamos — começou ela, a voz embargada —, prometemos que sempre iríamos resolver as coisas conversando. Mas eu simplesmente não tive sabedoria... — Seus olhos se encheram de lágrimas. — Eu lutei muito para voltar à minha profissão. Você sabe disso. Eu sei que você pode nos sustentar, mas eu sou a favor da mulher ter sua independência... desde que não destrua o casamento, a família.
Ela o fez sentar na beira da cama e, sem hesitar, subiu em seu colo, de frente para ele. Seus rostos ficaram a centímetros de distância. Alex continuou segurando sua cintura, os polegares traçando círculos suaves na pele exposta.
Ísis olhou bem no fundo dos olhos dele.
— Você tem toda razão. Nossos filhos precisam de referência, da casa deles, do pai e da mãe juntos. Minha profissão está prejudicando nosso casamento, nossa rotina e o tempo que deveríamos estar vivendo como família. Eu estou deixando você muito de lado. — A voz dela falhou. — Eu confio em você de olhos fechados, mas sei que é difícil. Sem nossas conversas, sem nossas rotinas, sem nossas noites juntos, sem nossos cafés da manhã em família, sem nós. Me perdoa por ter pensado só em mim. Relacionamento é via de mão dupla. Eu não me coloquei no seu lugar. Você me protegeu, protegeu nossos filhos, tirou o Liam da prisão, aguentou tanta coisa calado... Tudo que fez pela Olívia... Eu fui insensível, egoísta. — Lágrimas escorreram pelo rosto dela. — Me perdoa, amor.
Alex acariciou a bochecha dela com o dorso dos dedos, limpando as lágrimas.
— Senti falta dos nossos momentos... de muitas outras coisas. E principalmente de estar presente na vida dos nossos filhos. — Ele pausou, a voz rouca de emoção. — Preta, eu sei que você não teve seus pais na criação, mas eu tive. Sei o quanto é importante. Confesso que cheguei a pensar no divórcio... eu prefiro um bom relacionamento com a mãe dos meus filhos estando separado do que destruir tudo aos poucos estando junto. Não quero que eles carreguem traumas por culpa nossa.
Ísis encostou a testa na dele, respirando o mesmo ar.
— Eu sei que fui egoísta. Só pensei na minha dor... sendo que quem mais estava sofrendo era você. Eu já conversei com o Henrique. Vou terminar o que assinei. Mas não vou renovar. Não posso perder o que tenho de mais valioso. Minha família. Alex, não existe vida sem meu conquistador barato ao meu lado.
— Carência severa?
— Gravíssima. — Alex assentiu com toda a seriedade do mundo. — Caso raríssimo. O paciente só melhora quando recebe atenção exclusiva da enfermeira responsável.
— Você é ridículo.
Os olhos dele percorreram a fantasia novamente. Sem a menor vergonha. Ísis conhecia aquele olhar. Conhecia muito bem.
— Alex...
— Nossa... — A voz saiu rouca. Um sorriso perigoso apareceu no canto da boca dele. — Isso está perfeito.
Os olhos demoraram-se nela outra vez. Sem pressa.
— Tenho vontade de tirar isso com a boca.
A garganta de Ísis apertou imediatamente. O sorriso dele continuava ali. Confiante. Provocador. Completamente sem vergonha.
— E estou com muita pressa. — Os olhos permaneceram presos nos dela. — Deita nessa cama, Preta.
Alex segurou o pulso dela com firmeza, mas sem machucar, o olhar escurecido e faminto fixo no dela. O sorriso safado se alargou, aquele ar de conquistador barato que ele sabia que a desmontava.
— Agora. — ordenou, a voz baixa e rouca, quase um rosnado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Gente acaba tendo que comprar moedas pra poder desbloquear os capítulos, mais a escritora não colabora 1 mês sem capítulo novo...
Um mês msm e nada , isso é estressante...
Nossa 1 mês e nada de novos capítulos . Já nem lembro o que eu li antes...
cade novos capituloooos?...
Kd os novos capítulos? 3 semanas q saiu os últimos?...
APartir dos 575...
Meu Deus hoje faz 3 semanas e nada dos novos capítulos...
Qnd vao liberar mais capítulos? Ansiosa pra ver o desfecho desse romance....
559 parou ja ter 3 semanas como podem....
Cadê o comprometimento com o leitor? Oque custa posta td livro?...