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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 555

Liam estacionou alguns metros atrás das viaturas.

Assim que desceu do carro, os olhos percorreram toda a movimentação. Alex estava próximo à entrada principal conversando com um homem alto, de cabelos escuros.

Dante Beaumont.

O novo responsável pela investigação.

Os dois interromperam a conversa quando perceberam sua aproximação.

— Holt. — Dante cumprimentou.

Liam apenas assentiu.

— Beaumont.

Os dois se estudaram por um breve instante.

— Alex me disse que você viria.

— Alex diz muitas coisas.

O silêncio que se seguiu deixou evidente que a relação entre Liam e Alex ainda estava longe de ser resolvida.

Alex ignorou a provocação.

— A propriedade estava vazia quando chegamos.

Os olhos de Liam voltaram imediatamente para a casa.

— Ele fugiu.

— Tudo indica que sim.

— Quando?

— Ainda não sabemos.

Naquele instante, um policial surgiu na porta principal.

— Delegado.

Dante voltou-se para ele.

— Encontramos mais documentos no escritório.

— Certo.

O agente retornou para o interior da residência.

Liam acompanhou o movimento.

— Encontraram alguma coisa útil?

Dante cruzou os braços.

— Encontramos algo interessante.

— O quê?

— Um capacete.

Os olhos de Liam endureceram imediatamente.

— Igual ao usado no dia do atentado.

Não foi uma pergunta.

Dante assentiu.

— A perícia vai confirmar oficialmente. Mas, antes de assumir essa investigação, eu estudei todo o inquérito. Se tivesse que apostar, diria que é o mesmo modelo.

O maxilar de Liam se contraiu.

— Onde estava?

— Atrás de uma parede falsa. Muito bem escondido. Como se quem o guardou soubesse exatamente o valor daquela peça.

O silêncio caiu pesado entre os três.

Porque ninguém constrói um esconderijo daquele tipo para guardar um objeto comum.

Pela primeira vez desde que fora acusado, existia uma prova física apontando para o verdadeiro autor do atentado contra André. Não era mais apenas uma linha de investigação. Era uma evidência.

Alex permaneceu calado.

— O que mais? — perguntou Liam.

— Computadores, celulares, documentos... e algumas armas.

Os olhos dele voltaram para a casa.

— Posso entrar?

Dante sustentou seu olhar por um instante.

— A perícia já liberou alguns cômodos.

— Então?

— Desde que não toque em nada.

— Eu não sou idiota.

— Eu sei.

Sem acrescentar mais uma palavra, Liam passou pelos dois e entrou na residência.

O interior da casa era luxuoso.

Móveis caros.

Obras de arte.

Tudo organizado com uma precisão quase clínica. Não havia sinais de fuga desesperada. Apenas de alguém que acreditava que voltaria. Ou de alguém que soube, com antecedência, que a polícia estava chegando.

Ele caminhou lentamente pelos cômodos, observando cada detalhe.

Nada chamou sua atenção.

Até que, ao passar por uma porta no fim do corredor, parou. Completamente

O ambiente parecia um escritório.

Mas não era.

Era muito pior.

As paredes estavam completamente cobertas por fotografias. Centenas delas. Talvez mais. Os olhos percorreram a primeira fileira.

Olívia.

Mais jovem.

Muito mais jovem.

Em um pub com amigos.

Entrando na universidade.

Saindo de uma cafeteria.

No estágio.

Carregando livros.

Conversando com André.

Entrando na empresa do pai.

Anos diferentes.

Roupas diferentes.

Momentos diferentes.

Anos de registros.

O sangue pareceu gelar. Aquilo não havia começado na noite do hotel. Nem em Paris. Nem quando ele entrou na vida dela. Tinha começado muito antes de tudo.

— Esse filho da puta observava a minha esposa muito antes de eu sequer saber que ela existia. — O pensamento atravessou sua mente como um golpe seco.

Os olhos continuaram percorrendo as paredes. Então pararam em outra sequência de fotografias.

Bárbara.

Outra.

Laura.

Olívia a colocou no berço com cuidado. Liam ajeitou a manta sobre o corpinho da menina e afastou delicadamente uma mecha de cabelo de sua testa.

Esperou alguns segundos, certificando-se de que ela continuava dormindo. Só então olhou para Olívia.

— Preciso falar com você.

Ela franziu levemente a testa.

— Aconteceu alguma coisa?

— Até segunda ordem, você não sai desta mansão sem escolta.

Ela piscou, surpresa.

— Eu já saio com segurança.

— Não mais desse jeito.

Ela o encarou.

— O que mudou?

— A partir de agora, qualquer saída sua vai ser informada para mim. — A resposta veio calma, mas definitiva.

O silêncio caiu entre os dois. Olívia cruzou os braços lentamente.

— Você está escondendo alguma coisa.

Liam sustentou o olhar dela. Não respondeu. Foi justamente o silêncio que fez o coração dela acelerar.

— Tem relação com o lugar para onde você foi hoje?

Ele permaneceu imóvel.

— Tem... não tem?

Outra vez, silêncio. Ela respirou fundo.

— Você encontrou quem estava naquele carro.

Não era uma pergunta.

Os olhos dele permaneceram presos aos dela.

— Estou chegando lá.

A resposta veio baixa. Controlada. Olívia deu um passo à frente.

— O que está acontecendo?

— Não pergunta.

Ela sentiu um aperto no peito.

— Liam...

— Você não precisa saber.

A voz continuava calma. Sem alterar o tom. Mas não deixava espaço para discussão. Ela balançou a cabeça lentamente.

— Você sabe que eu odeio quando faz isso.

Ele permaneceu olhando para ela por alguns segundos.

— Pode ficar com raiva de mim depois. — Fez uma breve pausa. — Mas fica viva para isso.

O quarto mergulhou em silêncio. Olívia sentiu a garganta apertar. Porque aquele não era um pedido. Era medo. Mesmo que ele jamais admitisse. Ela respirou fundo.

— Tudo bem.

Liam apenas assentiu. Voltou até o berço. Beijou demoradamente a testa de Meredith. Depois caminhou em direção à porta. A mão já estava na maçaneta quando a voz dela o fez parar.

— Liam...

Ele parou. Virou apenas o rosto. Ela o observou por alguns segundos.

— E você? Também vai cumprir essa ordem?

O maxilar dele se contraiu quase imperceptivelmente. Os olhos permaneceram presos aos dela por um breve instante.

Então ele abriu a porta.

E saiu.

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