Olívia se lançou nos braços dele, uma das mãos se fechou com força em suas costas, enquanto a outra agarrava seu braço. O choro rompeu de uma vez, intenso, descontrolado, como se todo o esforço para permanecer de pé tivesse acabado naquele abraço.
André a envolveu imediatamente, uma das mãos apoiando a parte de trás da cabeça dela e a outra em suas costas, apenas sustentando o peso do corpo que parecia desabar.
— Ei... ei... — murmurou, a voz baixa e tranquila. — Calma... você tem um amigo aqui.
Olívia apenas balançou a cabeça negativamente, incapaz de formar uma única frase. O rosto permaneceu escondido contra o peito dele enquanto os soluços se tornavam cada vez mais fortes.
André não insistiu em perguntas. Não tentou arrancar respostas. Limitou-se a abraçá-la com firmeza, fazendo um carinho lento em seus cabelos, esperando que ela encontrasse forças até mesmo para respirar.
A empregada observou a cena em silêncio antes de fechar discretamente a porta da cobertura, dando aos dois a privacidade que aquele momento pedia.
O choro demorou alguns minutos para diminuir. A respiração continuava irregular, mas os soluços já não vinham com a mesma força.
André esperou. Não fez perguntas. Apenas permaneceu ali, sustentando aquele abraço até sentir que o corpo dela começava, aos poucos, a recuperar o controle.
Com cuidado, afastou-se apenas o suficiente para olhá-la.
As duas mãos envolveram delicadamente o rosto de Olívia. Os polegares deslizaram sob os olhos dela, enxugando as lágrimas que insistiam em cair.
— O que aconteceu? — perguntou baixinho, sem tirar os olhos dos dela.
Olívia piscou devagar. Só então pareceu realmente enxergá-lo. Ela deu um pequeno passo para trás, claramente constrangida.
— Meu Deus... — passou a mão pelo próprio rosto, tentando secar as últimas lágrimas. — Me desculpa, André. Eu... eu apareci aqui sem avisar.
Baixou os olhos.
— Eu só... precisava de um ombro amigo.
André balançou a cabeça negativamente.
— Você nunca precisa pedir desculpas por isso.
Com delicadeza, apoiou a mão nas costas dela e a conduziu até o sofá.
— Senta um pouco.
Olívia obedeceu em silêncio. Poucos segundos depois, a empregada surgiu trazendo uma bandeja.
— Senhor, preparei uma água com açúcar.
— Obrigado.
André pegou o copo e o colocou nas mãos de Olívia.
— Bebe devagar.
Ela levou o copo aos lábios, ainda com as mãos levemente trêmulas. André voltou-se para a empregada.
— Faz companhia para ela um instante, por favor.
A empregada assentiu imediatamente. Só então ele olhou novamente para Olívia. Um sorriso pequeno apareceu, carregado mais de gentileza do que de humor.
— E me perdoa por ter te recebido desse jeito. Eu tinha acabado de sair do banho quando a campainha começou a tocar sem parar.
Olívia balançou a cabeça.
— Não precisa se desculpar.
— Eu volto em dois minutos.
Ela apenas fez um pequeno gesto afirmativo. André seguiu rapidamente para o quarto. O silêncio voltou à sala. A empregada permaneceu por perto, respeitando o espaço dela.
Alguns minutos depois, André retornou usando uma blusa preta. Ao perceber que ele havia voltado, a empregada recolheu a bandeja.
— Vou deixar vocês conversarem.
André agradeceu com um movimento de cabeça e esperou a empregada desaparecer pelo corredor antes de se sentar ao lado de Olívia. Sem dizer nada, segurou delicadamente as duas mãos dela entre as suas.
— Melhorou um pouco?
Olívia respirou fundo.
— Um pouco.
Os olhos dela percorreram discretamente a sala.
— Cadê a Amanda?
— Está colocando uma roupa para vir.
Olívia arregalou levemente os olhos.
— Meu Deus... — soltou as mãos dele imediatamente. — Eu atrapalhei vocês dois.
Levantou-se impulsivamente.
— Me desculpa. Eu estou incomodando. Vou embora.
André levantou-se na mesma hora.
— Nem pensar.
Ela tentou dar mais um passo. Ele apenas parou à sua frente.
— Eu não vou permitir que você saia daqui desse jeito. — A voz permaneceu calma, mas ele já conhecia Olívia o suficiente para saber que aquele impulso de fugir passaria assim que ela respirasse um pouco.
Olívia abaixou os olhos.
— Eu não queria estragar a noite de vocês.
— Você não estragou nada.
Ela permaneceu em silêncio. André respirou fundo.
— Para falar a verdade... eu pensei em te procurar várias vezes desde que você voltou.
Ela ergueu os olhos.
— Eu sei.
— Mas, achei que seria pior para você. E para o Liam. Já tinha confusão demais acontecendo. Achei melhor esperar vocês resolverem as coisas.
Olívia soltou uma pequena risada sem humor.
— Resolver?
André franziu a testa.
— Vocês ainda não conseguiram conversar?
Silêncio.
— Então... ele ainda não conseguiu te perdoar?
Silêncio.
— Eu estou perguntando porque, conhecendo vocês dois... — André balançou a cabeça lentamente. — Eu sei que tudo foi complicado. Sei que esse reencontro passou longe do que vocês mereciam. Mas também vi o quanto o Liam sofreu. Por isso, sinceramente... achei que vocês já tivessem conseguido conversar.
O silêncio respondeu por ela. André continuou observando o rosto dela. Olívia fechou os olhos por um instante.
— Ela não atende.
Ísis também pegou o próprio celular.
— Vou tentar.
A ligação repetiu exatamente o mesmo percurso.
Caixa postal.
As duas trocaram um olhar.
Antes que pudessem dizer qualquer coisa, uma jovem se aproximou timidamente.
— Com licença... você é a Ísis Cole! Não acredito...
Ísis sorriu imediatamente.
— Sou eu.
A garota abriu um sorriso enorme.
— Meu Deus! Eu sou muito sua fã! Posso tirar uma foto?
— Claro.
Laura deu um passo para o lado enquanto outra pessoa fotografava as duas. Depois da foto, a jovem respirou fundo.
— Posso fazer uma pergunta?
Ísis sorriu.
— Se eu puder responder...
— Estão dizendo na internet que você brigou com o diretor e que não vai participar da terceira temporada. É verdade?
Ísis balançou a cabeça, divertida.
— Não. Muito pelo contrário. O diretor é um grande amigo meu. Às vezes a internet cria histórias mais criativas do que os próprios roteiristas.
A garota riu, aliviada.
— Ainda bem. Eu adoro a sua personagem.
— Obrigada. É muito bom ouvir isso.
A fã sorriu, um pouco envergonhada.
— Eu morro de inveja das cenas de beijo... e das cenas românticas com o protagonista.
Laura soltou uma risadinha ao lado.
Ísis levou a mão ao peito, fingindo indignação.
— Inveja de quê? Aquilo é tudo técnico.
A jovem arqueou uma sobrancelha.
— Todo ator fala isso.
Ísis riu.
— Porque é verdade. Os beijos que realmente importam eu guardo exclusivamente para o meu marido. E o restante da intimidade da minha vida também. Trabalho é trabalho, casamento é casamento.
— Ele deve morrer de ciúmes. Você é um mulherão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Que lindos 😭😭🤍🤍🤍...
oiê está faltando o capitulo 560! houve atualização da escritora! poderiam atualizar aqui tbm por favorzinho. kkkk...
acabou o livro? nunca mais saiu nada...
Essa demora para liberar os capítulos é horrível....
Esses livro não acaba mais🤣...
cadeeee os demais capitulos????????????????????????????/...
Onde está o capítulo 660??...
Haaaa, preciso de mais! Por favor....
por favor atualizem! escritora já soltou novos capítulos....
Aguardando os capítulos novos...