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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 560

Olívia se lançou nos braços dele, uma das mãos se fechou com força em suas costas, enquanto a outra agarrava seu braço. O choro rompeu de uma vez, intenso, descontrolado, como se todo o esforço para permanecer de pé tivesse acabado naquele abraço.

André a envolveu imediatamente, uma das mãos apoiando a parte de trás da cabeça dela e a outra em suas costas, apenas sustentando o peso do corpo que parecia desabar.

— Ei... ei... — murmurou, a voz baixa e tranquila. — Calma... você tem um amigo aqui.

Olívia apenas balançou a cabeça negativamente, incapaz de formar uma única frase. O rosto permaneceu escondido contra o peito dele enquanto os soluços se tornavam cada vez mais fortes.

André não insistiu em perguntas. Não tentou arrancar respostas. Limitou-se a abraçá-la com firmeza, fazendo um carinho lento em seus cabelos, esperando que ela encontrasse forças até mesmo para respirar.

A empregada observou a cena em silêncio antes de fechar discretamente a porta da cobertura, dando aos dois a privacidade que aquele momento pedia.

O choro demorou alguns minutos para diminuir. A respiração continuava irregular, mas os soluços já não vinham com a mesma força.

André esperou. Não fez perguntas. Apenas permaneceu ali, sustentando aquele abraço até sentir que o corpo dela começava, aos poucos, a recuperar o controle.

Com cuidado, afastou-se apenas o suficiente para olhá-la.

As duas mãos envolveram delicadamente o rosto de Olívia. Os polegares deslizaram sob os olhos dela, enxugando as lágrimas que insistiam em cair.

— O que aconteceu? — perguntou baixinho, sem tirar os olhos dos dela.

Olívia piscou devagar. Só então pareceu realmente enxergá-lo. Ela deu um pequeno passo para trás, claramente constrangida.

— Meu Deus... — passou a mão pelo próprio rosto, tentando secar as últimas lágrimas. — Me desculpa, André. Eu... eu apareci aqui sem avisar.

Baixou os olhos.

— Eu só... precisava de um ombro amigo.

André balançou a cabeça negativamente.

— Você nunca precisa pedir desculpas por isso.

Com delicadeza, apoiou a mão nas costas dela e a conduziu até o sofá.

— Senta um pouco.

Olívia obedeceu em silêncio. Poucos segundos depois, a empregada surgiu trazendo uma bandeja.

— Senhor, preparei uma água com açúcar.

— Obrigado.

André pegou o copo e o colocou nas mãos de Olívia.

— Bebe devagar.

Ela levou o copo aos lábios, ainda com as mãos levemente trêmulas. André voltou-se para a empregada.

— Faz companhia para ela um instante, por favor.

A empregada assentiu imediatamente. Só então ele olhou novamente para Olívia. Um sorriso pequeno apareceu, carregado mais de gentileza do que de humor.

— E me perdoa por ter te recebido desse jeito. Eu tinha acabado de sair do banho quando a campainha começou a tocar sem parar.

Olívia balançou a cabeça.

— Não precisa se desculpar.

— Eu volto em dois minutos.

Ela apenas fez um pequeno gesto afirmativo. André seguiu rapidamente para o quarto. O silêncio voltou à sala. A empregada permaneceu por perto, respeitando o espaço dela.

Alguns minutos depois, André retornou usando uma blusa preta. Ao perceber que ele havia voltado, a empregada recolheu a bandeja.

— Vou deixar vocês conversarem.

André agradeceu com um movimento de cabeça e esperou a empregada desaparecer pelo corredor antes de se sentar ao lado de Olívia. Sem dizer nada, segurou delicadamente as duas mãos dela entre as suas.

— Melhorou um pouco?

Olívia respirou fundo.

— Um pouco.

Os olhos dela percorreram discretamente a sala.

— Cadê a Amanda?

— Está colocando uma roupa para vir.

Olívia arregalou levemente os olhos.

— Meu Deus... — soltou as mãos dele imediatamente. — Eu atrapalhei vocês dois.

Levantou-se impulsivamente.

— Me desculpa. Eu estou incomodando. Vou embora.

André levantou-se na mesma hora.

— Nem pensar.

Ela tentou dar mais um passo. Ele apenas parou à sua frente.

— Eu não vou permitir que você saia daqui desse jeito. — A voz permaneceu calma, mas ele já conhecia Olívia o suficiente para saber que aquele impulso de fugir passaria assim que ela respirasse um pouco.

Olívia abaixou os olhos.

— Eu não queria estragar a noite de vocês.

— Você não estragou nada.

Ela permaneceu em silêncio. André respirou fundo.

— Para falar a verdade... eu pensei em te procurar várias vezes desde que você voltou.

Ela ergueu os olhos.

— Eu sei.

— Mas, achei que seria pior para você. E para o Liam. Já tinha confusão demais acontecendo. Achei melhor esperar vocês resolverem as coisas.

Olívia soltou uma pequena risada sem humor.

— Resolver?

André franziu a testa.

— Vocês ainda não conseguiram conversar?

Silêncio.

— Então... ele ainda não conseguiu te perdoar?

Silêncio.

— Eu estou perguntando porque, conhecendo vocês dois... — André balançou a cabeça lentamente. — Eu sei que tudo foi complicado. Sei que esse reencontro passou longe do que vocês mereciam. Mas também vi o quanto o Liam sofreu. Por isso, sinceramente... achei que vocês já tivessem conseguido conversar.

O silêncio respondeu por ela. André continuou observando o rosto dela. Olívia fechou os olhos por um instante.

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