Liam já abria a porta do carro na garagem da cobertura quando o celular vibrou em sua mão. O nome do segurança apareceu na tela e ele atendeu no mesmo instante.
— Onde está minha esposa?
— Senhor Holt, a senhora Holt está bem. Ela—
— Eu estou ligando há horas. Você, o motorista e o outro segurança com os telefones desligados. Que porra aconteceu?
O homem respirou fundo antes de responder.
— Foi uma ordem da senhora Holt. Ela mandou desligarmos os aparelhos e não religarmos até que autorizasse.
Liam fechou os olhos por um segundo, contendo uma explosão ainda maior.
— Ela mandou desligar os celulares. Não mandou vocês cortarem comunicação comigo.
— Ela estava muito abalada, senhor. Pediu que a levássemos até Rockaway Beach. Caminhou um pouco pela areia e depois ficou bastante tempo sentada olhando para o mar. Pediu distância. Nós respeitamos, mas permanecemos em alerta o tempo inteiro.
A mão de Liam apertou a porta do carro.
— Ela estava chorando?
— Não ficamos próximos o suficiente para afirmar, mas, quando retornou, os olhos estavam vermelhos e inchados.
O semblante de Liam mudou.
Toda a raiva perdeu espaço para outra coisa.
— Ela já está na mansão?
— Não, senhor. Acabou de entrar na cobertura da senhora Laura.
Liam permaneceu alguns segundos em silêncio. Laura. Pelo menos Olívia procurou alguém da família.
— A partir de agora, se minha esposa mandar vocês desligarem os celulares, vocês desligam os pessoais. O canal comigo permanece aberto. Sempre.
— Entendido, senhor Holt.
— Não quero ninguém sufocando Olívia. Mantenham distância e segurança. As duas coisas não são incompatíveis.
— Sim, senhor.
Liam desligou e fechou a porta do carro sem entrar. Por alguns segundos, permaneceu imóvel.
Laura.
Olívia havia procurado a irmã dele por vontade própria.
Não iria atrás dela.
Ainda não.
Se ela precisava daquele espaço, teria. Os seguranças continuariam lá, à distância, e isso bastava.
Liam guardou o celular no bolso e voltou para o elevador.
Na cobertura de Laura, a campainha tocou e a empregada foi atender. Laura estava na sala com Edgar quando ouviu a porta se abrir e virou o rosto.
A expressão espirituosa que carregava desapareceu imediatamente.
Olívia estava parada na entrada, descalça, segurando as sandálias em uma das mãos. Os cabelos estavam desalinhados pelo vento, os olhos inchados e o rosto marcado por horas de choro.
— Cunhadinha...
Laura atravessou a sala depressa.
Olívia ainda tentou sorrir.
— Oi...
Não conseguiu.
Laura a abraçou, e foi suficiente para romper o pouco controle que restava. Olívia enterrou o rosto no ombro dela e começou a chorar.
— Ei... — Laura apertou os braços ao redor dela, passando a mão lentamente por seus cabelos. — O que aconteceu, Olívia?
Edgar se aproximou, mas não fez perguntas. Bastou olhar para o estado dela para compreender que aquele não era o momento.
Tocou delicadamente o braço da esposa.
— Amor, leva ela para o nosso quarto. Vou pedir uma água com açúcar.
Laura assentiu e manteve um braço ao redor de Olívia.
— Vem comigo.
No quarto, as duas sentaram-se na cama. Olívia deixou as sandálias no chão e permaneceu olhando para as próprias mãos.
— Desculpa ter vindo sem avisar.
Laura imediatamente segurou seus dedos.
— Você está falando sério?
Olívia engoliu em seco.
— E me desculpa por ter me afastado de você.
A expressão de Laura suavizou.
— Você não precisa me pedir desculpa por ter tentado sobreviver do jeito que conseguiu. Eu também me isolei quando fiquei sem o Nego e perdi meu filho. Você sabe disso. — Apertou as mãos dela. — Eu seria uma hipócrita se cobrasse de você uma reação perfeita à dor.
Os olhos de Olívia tornaram a se encher.
— Estou tão confusa, Laura...
A porta se abriu antes que Laura respondesse.
— Amiga...
Olívia levantou os olhos.
— Ísis?
Ísis entrou carregando o copo de água que Edgar havia pedido. Laura mal teve tempo de pegá-lo antes de Olívia se levantar e abraçar a amiga.
Ísis a recebeu imediatamente.
— Chora, Oli. — Passou a mão pelas costas dela. — Coloca para fora. Você não precisa segurar nada aqui.
Olívia chorou por alguns minutos até conseguir respirar melhor. Quando se afastou, Ísis limpou delicadamente uma lágrima que permanecera em sua bochecha.
— Nós estamos aqui.
Laura entregou o copo.
— Bebe um pouco.
Olívia obedeceu e tomou alguns goles antes de devolver. Laura colocou o copo sobre o criado-mudo e tornou a sentar-se ao lado dela.
— Agora me conta o que aconteceu, cunhadinha.
Olívia abaixou os olhos.
Silêncio.
Ísis sentou-se do outro lado.
— Confia na gente, amiga.
Olívia apertou as mãos no colo.
— Eu...
A voz falhou.
Laura não apressou.
— Pode falar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
podiam atualizar no buenovela já saiu até a capitulo 596. mas a essa altura do campeonato não compensa eu pagar p ler lá desde o início....
Ansiosa prós novos capítulos...
A gente espera mais de um mês pra continuar lendo o livro e quando divulga é apenas 15 capítulos...
espero que não demore 1 mes para sair novos...
Gente acaba tendo que comprar moedas pra poder desbloquear os capítulos, mais a escritora não colabora 1 mês sem capítulo novo...
Um mês msm e nada , isso é estressante...
Nossa 1 mês e nada de novos capítulos . Já nem lembro o que eu li antes...
cade novos capituloooos?...
Kd os novos capítulos? 3 semanas q saiu os últimos?...
APartir dos 575...