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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 597

Do outro lado da linha, Frederico acomodou-se na poltrona e apoiou a mão sobre o castão da bengala, mantendo os olhos fixos à frente.

— Exatamente.

Ela afastou-se alguns passos do berço e baixou ainda mais a voz.

— Como o senhor sabe?

— Anos de experiência, minha jovem… anos de experiência. — Frederico não alterou o tom. — Você quer ajudar minha neta. Eu também. Mas existem momentos em que ajudar alguém significa parar de esconder aquilo que precisa ser visto.

Marina apertou o celular contra o ouvido.

— O senhor está querendo que Liam encontre o remédio?

— Estou querendo que meu neto veja com os próprios olhos o que está acontecendo com a esposa.

Os olhos de Marina se estreitaram.

— Como o senhor sabe?

Do outro lado da linha, Frederico permaneceu em silêncio por alguns segundos.

Naquela mesma manhã, horas antes...

Frederico deixava o consultório de um amigo de longa data, médico naquela clínica, quando uma figura conhecida chamou sua atenção no fim do corredor.

Olívia.

Ele não a chamou.

Parou.

Observou.

Olívia caminhava acompanhada de Marina, e havia algo em sua postura que imediatamente despertou aquele instinto analítico que décadas comandando homens e negócios haviam transformado quase numa segunda natureza.

Quando as portas do elevador se fecharam diante das duas, Frederico permaneceu imóvel por apenas dois segundos.

Foi o suficiente.

Caminhou até a porta de onde Olívia havia saído, bateu uma única vez e entrou.

A médica ergueu os olhos, surpresa com a entrada daquele homem de postura impecável e expressão que não parecia acostumada a esperar autorização.

— Senhor, eu—

— Frederico Holt. — Ele fechou a porta atrás de si. — Poupe seu tempo, doutora. Não quero prontuário, diagnóstico nem qualquer informação que a senhora esteja legalmente impedida de fornecer.

A médica ficou séria.

Frederico apoiou a bengala diante do corpo e sustentou o olhar dela.

— Quero falar sobre a jovem que acabou de sair desta sala.

Uma pequena pausa.

— Olívia Holt. Minha neta.

De volta ao presente…

Do outro lado da linha, houve um breve silêncio.

— A única coisa que você precisa saber, minha jovem, é que está na hora de mexer algumas peças do tabuleiro.

Marina abriu a boca, mas Frederico continuou antes que ela pudesse questioná-lo.

— Não conte a Olívia que falei com você. Não faça perguntas. Apenas deixe a caixa onde meu neto possa encontrá-la.

— Senhor Frederico, eu não sei se deveria—

— Eu sei.

A segurança da resposta a fez se calar.

— Você não vai tirar o remédio de Olívia, não vai alterar o tratamento dela. Vai apenas parar de esconder uma coisa que nunca deveria precisar ser escondida.

Marina olhou para Meredith dormindo.

— A Olívia tem medo do senhor Liam querer tirar a menina dela.

Frederico demorou um instante.

— Isso nunca vai acontecer, minha jovem. E continuar escondendo a verdade não vai ajudá-la.

Marina apertou os lábios.

— Faça o que estou dizendo.

— Está bem.

— Ótimo.

Ela ainda tentou:

— Senhor Frederico...

A ligação já havia terminado.Marina afastou lentamente o aparelho do ouvido e encarou a tela.

— General até pelo telefone... Liam tem a quem puxar.

Voltou os olhos para Meredith, depois para o criado-mudo.

A ideia que tivera minutos antes agora já não parecia apenas sua.

E isso a incomodava.

Ainda assim, Frederico tinha razão em uma coisa: esconder o que estava acontecendo não estava ajudando Olívia.

Na cobertura de Laura, Olívia terminou de contar e ficou olhando para o copo entre as mãos. A água com açúcar já estava quase intocada havia alguns minutos.

Quando finalmente se calou, o quarto mergulhou em silêncio.

Laura estava sentada ao lado dela na cama. Ísis permanecia à frente das duas, acomodada na poltrona, os braços cruzados sobre o peito. Nenhuma falou imediatamente.

Olívia ergueu os olhos, desconfortável com a demora.

— Podem falar.

Laura piscou algumas vezes.

— Cunhadinha... eu estou tentando decidir por qual parte começo.

Ísis soltou lentamente o ar.

— Eu também.

Olívia apertou o copo.

— Podem me julgar. Todo mundo vai fazer isso mesmo.

Capítulo 597 - Aquilo Que os Olhos Não Veem 1

Capítulo 597 - Aquilo Que os Olhos Não Veem 2

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