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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 738

Victor riu.

— Demorou, mas aconteceu.

— Ainda bem. — Ana levou a mão ao peito, teatralmente aliviada. — Eu já estava começando a achar que morreria sem ver esse dia.

— Também não exagera, mãe.

— Sua mãe tem razão em comemorar. — Fabrício deixou escapar uma risada. — Houve uma época em que você dizia que só se casaria se encontrasse uma mulher igual a ela.

Victor olhou para Ana e depois para o pai.

— Continuo achando difícil superar o padrão.

Ana abriu um sorriso emocionado, enquanto Fabrício erguia uma sobrancelha.

— Muito bonito. Mas não tente encontrar outra Ana. Conheça a Bárbara. — Apertou de leve a mão da esposa. — Uma das melhores coisas que fiz na minha vida foi amar sua mãe exatamente pela mulher que ela é, e não pelo que eu esperava que ela fosse.

Victor ficou em silêncio por um instante, absorvendo as palavras.

— Pode deixar.

Fabrício assentiu.

— E mais uma coisa, filho. Não tente salvar Bárbara. Caminhe ao lado dela. Existe uma diferença enorme entre as duas coisas.

Victor sorriu de leve.

— Entendi.

Ana se aproximou mais da câmera.

— Agora que já tivemos a palestra do seu pai, quando você vai trazer minha futura nora para conversar comigo?

Victor arregalou os olhos.

— Futura nora? Calma, mãe. Eu acabei de falar que nós decidimos tentar.

— Eu só estou sendo otimista.

— Está atropelando umas quinze etapas.

Fabrício riu e passou o braço pelos ombros da esposa.

— Deixa sua mãe. Ela passou anos esperando você criar juízo. Tem direito a alguns minutos de empolgação.

Victor balançou a cabeça, sorrindo.

— Eu ainda vou me arrepender de ter contado isso para vocês.

— Não vai. — Fabrício tornou a ficar sério por um instante, embora o carinho permanecesse no olhar. — E diga a Bárbara uma coisa por nós: se ela escolheu tentar com você, será bem-vinda à nossa família. O passado dela não vai entrar pela porta antes dela.

Victor permaneceu alguns segundos olhando para os pais antes de assentir.

— Eu vou dizer.

Ana sorriu.

— E diga que quero falar com ela.

— Isso eu vou pensar.

— Victor!

A risada dele veio imediatamente.

— Estou brincando, mãe. Eu falo.

Fabrício balançou a cabeça, divertido.

— Algumas coisas realmente não mudam.

— Ainda bem, pai. Se eu mudasse tudo, vocês iam sentir saudade.

Já era noite quando Victor estacionou o carro diante do cinema e, antes que Bárbara alcançasse a maçaneta, lançou-lhe um olhar.

— Nem pense.

Ela virou o rosto para ele, arqueando uma sobrancelha.

— Nem pense o quê?

— Em abrir essa porta.

— Victor, eu tenho duas mãos perfeitamente funcionais.

— Eu sei, Bravinha. — Ele abriu a própria porta com um sorriso. — Continua tendo quando eu chegar aí.

Bárbara revirou os olhos, mas esperou. Victor contornou o carro, abriu a porta e estendeu a mão. Ela pousou os dedos sobre os dele e desceu, ajeitando o vestido com a outra mão.

— Satisfeito?

— Bastante.

Victor fechou a porta e começou a caminhar sem soltar sua mão. Bárbara deu dois passos antes de baixar os olhos e perceber os dedos entrelaçados aos dela.

Era estranho.

Não desagradável. Apenas estranho.

Victor percebeu quando ela tornou a olhar para as mãos.

— Já é a segunda vez.

Bárbara ergueu os olhos.

— Segunda vez o quê?

— Que você olha para nossa mão como se eu tivesse colocado uma algema em você.

— Só estou olhando.

— Sei.

Victor parou, puxou-a suavemente pela mão e lhe deu um selinho. Bárbara ainda o encarava quando ele roçou o nariz no dela.

— Vamos?

Dessa vez, o sorriso veio sem resistência.

— Vamos, Meninão.

Alguns minutos depois, Bárbara aguardava ao lado de Victor diante do balcão da bomboniere enquanto ele fazia o pedido. A funcionária colocou a pipoca sobre o balcão e, quando Victor pediu duas bebidas, tornou a sorrir para ele.

— Qual você prefere? — perguntou, inclinando-se um pouco na direção dele. — Se quiser, posso fazer uma mistura que fica bem melhor que essas do cardápio.

— Pode ser...

— Ele pediu refrigerante, não uma experiência gastronômica. — Bárbara interrompeu, olhando para a mulher de cima a baixo.

Victor virou o rosto lentamente.

— Bárbara.

— O quê? Estou com sede.

A funcionária conteve a expressão e começou a preparar os copos.

— Desculpe a demora, senhor.

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