Victor riu.
— Demorou, mas aconteceu.
— Ainda bem. — Ana levou a mão ao peito, teatralmente aliviada. — Eu já estava começando a achar que morreria sem ver esse dia.
— Também não exagera, mãe.
— Sua mãe tem razão em comemorar. — Fabrício deixou escapar uma risada. — Houve uma época em que você dizia que só se casaria se encontrasse uma mulher igual a ela.
Victor olhou para Ana e depois para o pai.
— Continuo achando difícil superar o padrão.
Ana abriu um sorriso emocionado, enquanto Fabrício erguia uma sobrancelha.
— Muito bonito. Mas não tente encontrar outra Ana. Conheça a Bárbara. — Apertou de leve a mão da esposa. — Uma das melhores coisas que fiz na minha vida foi amar sua mãe exatamente pela mulher que ela é, e não pelo que eu esperava que ela fosse.
Victor ficou em silêncio por um instante, absorvendo as palavras.
— Pode deixar.
Fabrício assentiu.
— E mais uma coisa, filho. Não tente salvar Bárbara. Caminhe ao lado dela. Existe uma diferença enorme entre as duas coisas.
Victor sorriu de leve.
— Entendi.
Ana se aproximou mais da câmera.
— Agora que já tivemos a palestra do seu pai, quando você vai trazer minha futura nora para conversar comigo?
Victor arregalou os olhos.
— Futura nora? Calma, mãe. Eu acabei de falar que nós decidimos tentar.
— Eu só estou sendo otimista.
— Está atropelando umas quinze etapas.
Fabrício riu e passou o braço pelos ombros da esposa.
— Deixa sua mãe. Ela passou anos esperando você criar juízo. Tem direito a alguns minutos de empolgação.
Victor balançou a cabeça, sorrindo.
— Eu ainda vou me arrepender de ter contado isso para vocês.
— Não vai. — Fabrício tornou a ficar sério por um instante, embora o carinho permanecesse no olhar. — E diga a Bárbara uma coisa por nós: se ela escolheu tentar com você, será bem-vinda à nossa família. O passado dela não vai entrar pela porta antes dela.
Victor permaneceu alguns segundos olhando para os pais antes de assentir.
— Eu vou dizer.
Ana sorriu.
— E diga que quero falar com ela.
— Isso eu vou pensar.
— Victor!
A risada dele veio imediatamente.
— Estou brincando, mãe. Eu falo.
Fabrício balançou a cabeça, divertido.
— Algumas coisas realmente não mudam.
— Ainda bem, pai. Se eu mudasse tudo, vocês iam sentir saudade.
Já era noite quando Victor estacionou o carro diante do cinema e, antes que Bárbara alcançasse a maçaneta, lançou-lhe um olhar.
— Nem pense.
Ela virou o rosto para ele, arqueando uma sobrancelha.
— Nem pense o quê?
— Em abrir essa porta.
— Victor, eu tenho duas mãos perfeitamente funcionais.
— Eu sei, Bravinha. — Ele abriu a própria porta com um sorriso. — Continua tendo quando eu chegar aí.
Bárbara revirou os olhos, mas esperou. Victor contornou o carro, abriu a porta e estendeu a mão. Ela pousou os dedos sobre os dele e desceu, ajeitando o vestido com a outra mão.
— Satisfeito?
— Bastante.
Victor fechou a porta e começou a caminhar sem soltar sua mão. Bárbara deu dois passos antes de baixar os olhos e perceber os dedos entrelaçados aos dela.
Era estranho.
Não desagradável. Apenas estranho.
Victor percebeu quando ela tornou a olhar para as mãos.
— Já é a segunda vez.
Bárbara ergueu os olhos.
— Segunda vez o quê?
— Que você olha para nossa mão como se eu tivesse colocado uma algema em você.
— Só estou olhando.
— Sei.
Victor parou, puxou-a suavemente pela mão e lhe deu um selinho. Bárbara ainda o encarava quando ele roçou o nariz no dela.
— Vamos?
Dessa vez, o sorriso veio sem resistência.
— Vamos, Meninão.
Alguns minutos depois, Bárbara aguardava ao lado de Victor diante do balcão da bomboniere enquanto ele fazia o pedido. A funcionária colocou a pipoca sobre o balcão e, quando Victor pediu duas bebidas, tornou a sorrir para ele.
— Qual você prefere? — perguntou, inclinando-se um pouco na direção dele. — Se quiser, posso fazer uma mistura que fica bem melhor que essas do cardápio.
— Pode ser...
— Ele pediu refrigerante, não uma experiência gastronômica. — Bárbara interrompeu, olhando para a mulher de cima a baixo.
Victor virou o rosto lentamente.
— Bárbara.
— O quê? Estou com sede.
A funcionária conteve a expressão e começou a preparar os copos.
— Desculpe a demora, senhor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia)
Que lindos 😭😭🤍🤍🤍...
oiê está faltando o capitulo 560! houve atualização da escritora! poderiam atualizar aqui tbm por favorzinho. kkkk...
acabou o livro? nunca mais saiu nada...
Essa demora para liberar os capítulos é horrível....
Esses livro não acaba mais🤣...
cadeeee os demais capitulos????????????????????????????/...
Onde está o capítulo 660??...
Haaaa, preciso de mais! Por favor....
por favor atualizem! escritora já soltou novos capítulos....
Aguardando os capítulos novos...