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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 750

Liam não tentou se aproximar.

— Porque eu precisava parar de esconder dele coisas que diziam respeito à filha dele. — Liam sustentou o olhar dela, sem tentar diminuir o peso do que havia feito. — E porque eu queria recomeçar com você da forma certa, amor. Sem mentiras, sem segredos, sem nada do nosso passado escondido debaixo do tapete. Se eu estava pedindo para você construir uma vida nova comigo, eu precisava primeiro resolver tudo aquilo que ainda estava pendente entre nós e as pessoas que amamos.

— Mas era eu quem tinha que decidir isso! — Olívia bateu a mão contra o próprio peito, desesperada. — Era eu! Eu ia contar quando conseguisse. Quando soubesse que ele estava bem, quando eu tivesse coragem... Eu não queria que meu pai soubesse dessas coisas desse jeito.

— Eu sei.

— Para de dizer que sabe! — A voz dela subiu antes de se desfazer completamente. — Você não sabe como eu passei a vida inteira tentando não preocupar esse homem.

Fabrício se levantou.

— Minha filha...

Olívia virou-se para ele e, no instante em que encontrou os olhos marejados do pai, alguma coisa dentro dela pareceu se romper de vez.

— Pai...

Ela atravessou a sala depressa. Fabrício mal teve tempo de abrir os braços antes de Olívia cair de joelhos diante dele e esconder o rosto, agarrando-se às pernas do pai enquanto o choro explodia.

— Me perdoa, pai... — implorou, as palavras sufocadas pelos soluços. — Por favor, me perdoa. Eu te imploro... me perdoa.

Fabrício empalideceu.

— Olívia, levanta.

Ela apenas balançou a cabeça contra as pernas dele.

— Me perdoa...

— Levanta, minha filha.

— Eu não consigo olhar para o senhor. — Os dedos dela apertaram o tecido da calça dele. — Eu estou com tanta vergonha, pai... tanta vergonha...

Fabrício se abaixou imediatamente e segurou os braços dela.

— Olha para mim.

Olívia tornou a negar, chorando.

— Não consigo.

— Olívia, eu já falei para você que não quero ver minha filha ajoelhada diante de ninguém. Nem diante de mim. Você não precisa se ajoelhar para pedir perdão e muito menos se humilhar para conseguir o amor do seu pai. Agora levanta.

— Pai, por favor...

— Eu estou mandando você levantar.

A firmeza na voz dele fez Olívia erguer o rosto finalmente. Fabrício também chorava.

— Levanta, minha Pérola Negra.

Ele a ajudou a ficar de pé, mas Olívia mal conseguiu se sustentar antes de tentar esconder novamente o rosto.

— Eu tenho vergonha de olhar nos seus olhos...

— Então olha para eles mesmo assim.

Fabrício segurou o rosto da filha entre as mãos e esperou até que ela o encarasse.

— Está vendo alguma vergonha aqui?

Olívia soluçou.

— Pai...

— Está vendo?

Ela balançou a cabeça.

— Então vem cá.

Fabrício sentou-se novamente no sofá e a puxou consigo, acomodando-a em seu colo como tantas vezes fizera ao longo da vida. Olívia não resistiu. Passou os braços pelo pescoço dele e se encolheu contra seu peito, escondendo o rosto no ombro do pai.

Fabrício a envolveu com os dois braços e beijou seus cabelos.

— Agora você pode chorar. — A voz dele também estava embargada. — Pode chorar tudo o que precisar. Mas ajoelhada diante do seu pai, nunca mais.

Olívia apertou os braços ao redor dele.

— Me perdoa, pai...

— Minha filha...

— Por favor.

Fabrício fechou os olhos.

— Eu ainda nem sei pelo que você acha que precisa me pedir perdão.

— Pai, me perdoa...

Fabrício a apertou ainda mais contra o peito.

— Não tem nada para eu perdoar.

— Tem, sim. — Olívia agarrou a camisa dele entre os dedos, soluçando. — Tem tanta coisa... Meu Deus, paizinho... que vergonha.

— Vergonha de quê, minha filha?

Ela ergueu o rosto, completamente molhado pelas lágrimas.

— De tudo.

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