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Segredos De Uma Noite Meu Marido Por Contrato (Olivia) romance Capítulo 780

Victor baixou os olhos por um instante.

Quando voltou a encará-la, sua expressão era séria, mas respeitosa.

— Eu posso dizer tudo isso para ela.

Elisa assentiu, esperançosa.

Victor continuou.

— Mas acho que a senhora precisa entender uma coisa.

Ela o observou.

— A Bárbara passou a vida inteira procurando alguém que a escolhesse. E hoje descobriu que a pessoa que ela mais queria que a escolhesse esteve ao lado dela esse tempo todo.

Elisa fechou os olhos.

— Eu sei...

— Ela não vai conseguir entender isso hoje. Talvez nem amanhã.

Victor olhou para a porta.

— E eu não vou pedir que ela entenda.

Elisa chorou silenciosamente.

— Só não deixa ela pensar que não merece amor... — implorou.

Victor voltou a olhar para ela.

— Isso eu posso prometer.

Soltou delicadamente o braço.

— Porque eu amo sua filha. E não vou deixá-la enfrentar essa dor sozinha.

Elisa cobriu a boca com a mão.

Victor fez um breve aceno de cabeça.

Então se virou e saiu.

A porta se fechou atrás dele.

Por alguns segundos, ninguém se moveu.

Elisa continuou olhando para o lugar por onde Bárbara havia desaparecido.

Até que suas pernas perderam a força.

Felipe conseguiu segurá-la antes que caísse.

— Elisa!

Ela agarrou a camisa dele, chorando desesperadamente.

— Ela me odeia, Felipe...

Ele a amparou.

— Elisa, calma...

— Minha filha me odeia...

Felipe tentou conduzi-la até o sofá, mas ela resistiu, olhando para a porta.

— Eu passei tantos anos com medo de perder a Bárbara… — A voz se quebrou completamente. — E agora ela sabe que sou a mãe dela...

Elisa levou a mão ao peito.

— E fui eu quem ensinou minha filha a viver sem mim.

Laura começou a chorar mais forte.

Edgar a abraçou imediatamente, trazendo-a para junto do peito.

Ela agarrou a camisa do marido, escondendo o rosto.

— Nego...

— Estou aqui, Loirinha.

— Eu tenho uma irmã...

Ele fechou os olhos por um instante.

— Tem, meu amor.

Laura soluçou.

— E eu passei a vida inteira brigando com ela.

Edgar acariciou os cabelos dela.

— Vocês não sabiam.

Laura permaneceu abraçada ao marido, tentando compreender tudo o que havia descoberto naquela tarde.

Do outro lado da sala, Olga observava a família em silêncio.

O bolo de aniversário permanecia intocado sobre a mesa, cercado por flores e taças que ninguém mais parecia enxergar.

Frederico aproximou-se de Olga e segurou a mão da esposa. Ela entrelaçou os dedos aos dele quase por instinto, mas continuou olhando para a porta por onde Bárbara havia saído com Victor.

— Meu Deus, Frederico... — Olga apertou os dedos do marido, as lágrimas voltando a encher seus olhos. — O que vai ser daquela menina agora? Como ela vai conseguir suportar tudo o que descobriu aqui hoje?

Frederico passou o braço ao redor dos ombros de Olga, trazendo-a para perto.

— Victor está com ela. Não vai deixá-la sozinha.

— Eu sei, mas você viu como ela saiu daqui? — Olga enxugou uma lágrima e tornou a olhar para a porta. — Em poucas horas, aquela menina descobriu que a mãe que chorou a vida inteira estava viva, que a mulher que conhecia como tia era essa mãe, que Laura é irmã dela, quem era o pai e... meu Deus... de que maneira foi concebida. É sofrimento demais para uma pessoa receber de uma vez.

— É — Frederico concordou, apertando delicadamente o ombro da esposa. — É sofrimento demais.

Olga respirou fundo e voltou os olhos para Elisa.

Foi então que sua expressão mudou.

— Frederico...

Felipe percebeu praticamente ao mesmo tempo.

Elisa havia levado a mão ao peito. O rosto perdera a cor, e seu corpo oscilou discretamente.

— Elisa? — Felipe segurou o braço da esposa e procurou seus olhos. — Amor, olha para mim.

Ela tentou.

— Felipe...

A palavra saiu fraca.

No instante seguinte, os joelhos cederam.

— Elisa!

Felipe a amparou antes que atingisse o chão, sustentando o peso do corpo contra o próprio peito.

Laura se levantou num salto.

— Mãe!

— Edgar! — chamou Felipe, já erguendo Elisa nos braços.

— Estou aqui.

Felipe atravessou os poucos passos até o sofá e deitou a esposa de costas. A expressão do médico havia substituído imediatamente o choque do marido.

— Elisa? — Tocou o ombro dela com firmeza suficiente para testar a resposta. — Amor, consegue me ouvir?

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