Laurel engoliu em seco e arregalou os olhos, tentando enxergar algo na direção da voz. Ela não conseguia ver nada, mas sentiu um olhar penetrante, de falcão, focado em seu corpo.
Antes que pudesse entender o que realmente estava acontecendo, o homem a agarrou pelo pescoço e perguntou, frio: "Quem te mandou aqui?".
"Quem a mandou aqui? O que está acontecendo?"
O aperto do homem era muito forte, e ele não parecia ter nenhuma misericórdia dela, como se quisesse estrangulá-la até a morte. Laurel começou a lutar por instinto.
Tentou puxar a venda que lhe cobria os olhos, mas as palavras de advertência daquela mulher de repente surgiram em sua mente.
"Depois que você entrar lá, não importa o que aconteça, não tire a venda, muito menos faça barulho!"
"E se eu estiver com dor?" Ela tinha feito algumas pesquisas na internet e lido que não haveria anestesia duante o procedimento, que seria muito doloroso.
"Não importa o quão doloroso seja! Srta. Kelly, você deve se lembrar de que assinou o contrato. Se você arruinar os planos da nossa senhora, você e seu pai não receberão nenhum dinheiro e terão que pagar o dobro! Vocês, pobres coitados, nunca seriam capazes de quitar a dívida!"
As palavras maldosas da mulher ecoaram em seus ouvidos e, em desespero, Laurel desistiu de tirar a venda.
Ela já tinha assinado o contrato, não havia mais volta.
A mulher estava certa. Mesmo que ela fosse estrangulada até a morte por aquele homem, não poderia emitir nenhum som. Não podia se arriscar, porque não seria capaz de suportar as consequências.
Bem quando ela desistiu de resistir, ele a soltou.
"Ahem!" O ar repentinamente entrou nos pulmões dela, e ela se inclinou para o lado, tossindo muito.
Não tinha nem parado de tossir, quando o homem a pressionou com o peso do corpo alto e forte.
Com os nervos à flor da pele, Laurel logo se esquivou para o lado, seu corpo esguio tinha quase sido esmagado.
Apavorada, pressionou as mãos contra o peito dele.
O que claramente foi uma péssima escolha, pois ele as agarrou com um movimento rápido e as prendeu acima da cabeça dela.
"Bancando a difícil, hein?" A voz fria e áspera dele estava insuportavelmente perto do ouvido dela.
A resistência tinha sido em vão, já que ela não tinha força suficiente, e só servira para excitá-lo ainda mais.
Laurel nunca tinha nem segurado a mão de um homem antes. Tremendo de medo, ela tentava ao máximo não gritar. Lágrimas rolavam por suas bochechas como um fio de contas arrebentado.
Era óbvio, ele não tinha nenhuma intenção de deixá-la ir.
Gregary parou ao sentir as lágrimas e o corpo trêmulo de Laurel. "Que jovem inocente!"
A raiva no coração dele foi sendo substituída por ternura. Sem dúvida, estava muito satisfeito com a maneira como ela agia.
Laurel se lembrou das ordens da mulher: ela não deveria fazer nenhum barulho, mesmo que tivesse dor. Sem opção, ela se mordeu com muita força, e acabou machucando seus lindos lábios vermelhos.
De qualquer forma, no final, ela não conseguiu conter o choro e começou a soluçar.

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