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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 1092

O carro de Fernando dirigia em direção à rua comercial no centro da cidade.

No meio do caminho, ele ligou para Oceana.

O telefone tocou várias vezes antes de Oceana atender, com a voz muito baixa: — Fernando, quando você volta? Acabou a luz em casa.

A urna estava em cima da mesa de centro na sala de estar.

No começo Oceana não se importou, mas depois a energia acabou de repente e um raio de luar caiu bem na mesa de centro, iluminando a urna.

Ela sentiu medo na mesma hora, virou-se e correu para o quarto.

Trancar a porta não foi suficiente. Ela se enfiou debaixo das cobertas e se enrolou por inteiro.

Ainda assim, ela continuava ouvindo passos do lado de fora.

Ela queria ligar para Fernando, mas tinha receio de que fosse inconveniente para ele atender e o velho da Família Moraes ouvisse.

Ela suou inteira de tanto se cobrir e continuou encolhida lá dentro.

— Não é muito conveniente eu ir agora, deixe a coisa aí com você por enquanto.

— Não!! — Oceana exclamou. — Eu estou com medo!

Fernando parou por um momento.

Aquela urna despertava nele uma saudade e uma tristeza sem fim.

Se realmente houvesse fantasmas nesse mundo, ele queria mais do que tudo carregar aquela urna para todo lado, só para poder ver a mãe mais uma vez.

Mas ele havia esquecido que aquela era apenas a pessoa em quem ele pensava noite e dia. Para os outros, aquilo era assustador.

— Não foi isso que eu quis dizer. — Oceana percebeu que seu tom pareceu repulsivo e se explicou: — Acabou a luz em casa e estou com um pouco de medo.

Fernando olhou pelo espelho retrovisor; aquele carro continuava o seguindo em um ritmo constante.

— Você não tem a chave do andar de baixo? Leve a coisa lá para baixo.

Oceana hesitou por alguns segundos. — A que horas você volta?

Fernando suspirou. — Tem gente me seguindo, eu preciso ir ao Grupo Moraes primeiro, talvez só volte daqui a uns dois dias.

Provavelmente o Senhor Moraes mandaria pessoas o vigiarem durante esses dois dias.

Arnaldo deduziu que Fernando já devia saber sobre o roubo da urna, e que eles poderiam estar trabalhando juntos.

Ainda não dava para ter certeza se a urna estava na montanha ou se eles a tinham levado.

Se tivessem mesmo levado, como ele iria controlar o Fernando no futuro?

Depois de muito pensar, os olhos de Arnaldo emitiram um brilho.

—

Noriel ficou alguns dias na Vila de Ramos e, ao voltar para casa, estava bastante agitado, não indo dormir nem de madrugada.

Sabrina brincou com ele um pouco na sala e, quando viu que ele estava bocejando, levou-o para cima para fazê-lo dormir.

Já era quase uma da manhã. Pouco depois de ela o fazer dormir, o telefone tocou. Era uma mensagem de Henrique no Whatsapp.

Perguntando se Noriel já tinha dormido.

Sempre que Noriel via Henrique, ele ficava alerta e agitado.

Sem alternativa, Henrique teve que ir para o escritório.

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