— Venha por aqui.
A pessoa segurou o braço de Fernando, puxando-o em direção às escadas.
O braço de Fernando foi agarrado pela outra parte. A outra parte tinha muita força, quase arrastando-o para andar.
No contato próximo, um leve cheiro de limão daquela pessoa entrou nas narinas de Fernando.
O cheiro desconhecido deixou Fernando um pouco mais sóbrio. Ele mordeu os lábios com força, e a visão embaçada aos poucos se tornou clara.
Ao olhar de lado, viu que a roupa e a aparência da mulher ao seu lado eram exatamente iguais às de Oceana, mas aquele rosto era desconhecido.
Ele percebeu e empurrou a outra parte de uma vez.
Talvez não esperando que ele usasse tanta força de repente, a outra parte tropeçou e bateu na moldura da porta da escada.
— Fernando, o que foi?
O tom de voz da outra parte também se parecia muito com o de Oceana. — Sou eu, Oceana, você não está se sentindo bem, vou te levar para cima para descansar.
Dizendo isso, a mulher se aproximou novamente.
Fernando estendeu a mão, bloqueando a mulher que queria vir. — Você não é a Oceana, quem mandou você vir?
No banquete de hoje, todos que vieram eram pessoas de status. Que tipo de pessoa, afinal, iria contra Fernando a ponto de agir ali.
Fernando logo teve candidatos em mente. Otávio Moraes ou Bento Moraes?
Não, não eram eles. Se dessem esse tipo de droga a ele em público, arruinando sua castidade, também estariam provando diante da mídia que o corpo dele não tinha problema.
Seria...
Embora Fernando não quisesse acreditar, no ponto em que as coisas estavam, Arnaldo Moraes era a única pessoa suspeita.
— Fernando, você bebeu demais, nem me reconhece mais. Ande logo, vou te levar para cima para descansar.
Sendo exposta, a mulher teve um momento de torpor, mas logo reagiu, ajustando a postura e avançando novamente.
Mesmo que ela fosse uma mulher, Fernando estava sob efeito da droga e tinha pouca força para se defender.
Embora a cama fosse macia, não aguentou a força excessiva do puxão de Fernando. A mulher caiu na cama, quicando duas vezes, e sua visão escureceu um pouco.
Mas quanto menos racional Fernando estivesse, mais provava que o efeito da droga estava funcionando bem, dobrando as chances de sucesso.
A mulher ajustou a respiração, depois desabotoou a gola da roupa, preparando-se.
Quem diria que, bem quando ela desabotoou todos os botões, ouviu passos confusos.
Ao levantar a cabeça, ela descobriu que Fernando tinha entrado no banheiro e trancado a porta.
— Fernando?!
A mulher levantou-se, foi até a porta do banheiro e bateu na porta. — O que você está fazendo? Eu não me importo, posso te ajudar a curar o efeito da droga!
— Fernando, abra a porta! Sou eu, Oceana!
— Essa droga é muito forte, você não aguenta sozinho.
O som de água pingando ecoava. Fernando estava sob o chuveiro tomando banho frio. No meio do contraste de frio e calor, ele só sentia que a cabeça ia explodir, incapaz de ter racionalidade.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!