Luiz Moreira virou a cabeça e deu um sinal para dois guarda-costas. Os guarda-costas avançaram imediatamente e subjugaram o homem na porta da sala de descanso sem dizer nada.
Em seguida, Luiz Moreira foi até a porta e abriu com um chute a porta fechada.
De dentro do quarto veio o som do grito manhoso e assustado da mulher.
Henrique Ramos ficou na porta e não entrou. Ele olhou para Oceana. — Quer que o Luiz Moreira resolva?
— Não precisa, o que eu já não vi?
Oceana levantou a bainha da saia e entrou a passos largos.
Roupas estavam espalhadas no chão, e um vestido igual ao dela estava rasgado, mostrando o quão bruto o homem foi.
Cruzada ao lado do vestido estava a camisa do homem.
Oceana entrou e só então percebeu que o carpete estava encharcado de água, e a camisa de Fernando estava completamente molhada.
Na cama, a mulher vestia roupas íntimas de três peças, encolhendo-se sob as cobertas, enquanto o fecho da calça social de Fernando ao lado havia acabado de ser solto.
Mas a calça social estava muito apertada e não descia, deixando a mulher travada ali por bastante tempo.
— O que você tá fazendo? Quem mandou você entrar?
A mulher segurou a coberta e criou coragem para dizer: — Saia!
Se ela não dissesse nada, Oceana até planejava deixar passar.
Afinal, não eram muitos os que dariam uma droga para Fernando numa ocasião como aquela. A mulher com certeza foi instigada por alguém, talvez até forçada.
Mas vendo aquela mulher tão cheia de razão, a pena de Oceana evaporou, e a raiva subiu de vez.
Ela foi até a cama, puxou a mulher para fora da cama de uma vez, sem dar nem a chance de vestir a roupa, e arrastou-a para fora da sala de descanso.
— O que você tá fazendo? Me solta!
A mulher cruzou os braços sobre o peito, querendo cobrir o corpo, mas quando cuidava de cima, descuidava de baixo.
Ela foi empurrada por Oceana, caindo sentada no carpete do corredor.
Oceana ofegou de cansaço, subiu na cama, olhando para Fernando que já estava inconsciente: — Que droga colocaram? Tem antídoto?
Ela se aproximou e deu uns tapinhas na bochecha de Fernando. — Já não tem capacidade de se mover, o efeito não dá para resolver com uma pessoa, só com antídoto.
Dizendo isso, ela pegou o celular para ligar de novo para Henrique Ramos. — Não vá embora ainda, vamos levar o Fernando para o hospital.
— O que foi? — O tom de Henrique Ramos pesou. — Qual é a situação dele agora?
— Desmaiou, não acorda por nada. — Oceana tinha acabado de falar quando de repente sentiu o pulso apertar.
Ela virou a cabeça, e o seu olhar colidiu com o olhar de Fernando.
— Ai!
Oceana foi puxada e caiu na cama, e no segundo seguinte, Fernando se jogou sobre ela.
Sons inadequados para menores vieram pelo telefone, o rosto de Henrique Ramos escureceu e ele desligou direto.
Os fatos provaram que, mesmo sob efeito de drogas, basta um fio de consciência para uma pessoa reconhecer quem está à sua frente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!