Oceana sabia que estava sem razão, então parou de falar sobre Fernando e seguiu o assunto: — Disseram que levará mais uns dois dias para voltarem à Capital. O que você quer fazer?
— Nada.
Sabrina mexia no celular; já haviam se passado três dias.
Quer fossem mensagens ou vídeos, era sempre ela que tomava a iniciativa de mandar para Henrique.
Mas, por coincidência, toda vez que enviava uma mensagem, ou Henrique estava ocupado com o trabalho ou Noriel estava dormindo.
Já fazia três dias inteiros que ela não via o rostinho de Noriel, que tanto se parecia com o de Henrique.
— Que tal irmos até a sua casa mais tarde dar uma olhada no Noriel?
Oceana deu um empurrãozinho no ombro de Sabrina e piscou para ela.
Sabrina respondeu: — Henrique levou Noriel para a empresa.
Dez minutos antes, ela acabara de fazer uma chamada de vídeo; Henrique estava em reunião e não podia falar direito.
Oceana hesitou um pouco e propôs: — As roupas que você trouxe não são insuficientes? Vamos primeiro à sua casa pegar duas mudas de roupa e, no caminho, passamos no Quinto Andar para ver o bebê.
Nos últimos dois dias, a Capital não havia parado de chover, e as roupas lavadas de Sabrina não tinham secado.
Agora ela estava vestindo as peças de Oceana, mas a mala de Oceana também já não tinha roupas.
Se chovesse amanhã, as duas ficariam sem o que vestir.
— Pode ser, então vamos lá pegar algumas roupas e aproveitamos para ver se Noriel está se comportando bem, para deixá-lo comigo.
Sabrina se sentia muito culpada.
Henrique devia estar exausto, cuidando de Noriel e tendo que lidar com o trabalho ao mesmo tempo, completamente sobrecarregado.
Um brilho cruzou o olhar de Oceana enquanto ela tirava Sabrina do hotel rapidamente.
Meia hora depois, o carro parou em frente à casa.
As duas saíram do veículo. Sabrina foi até a porta, desbloqueou a fechadura digital e entrou em casa, notando de imediato os sapatos masculinos largados na sapateira do corredor.
E o par de chinelos que Henrique costumava usar em casa não estava no lugar.

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