Ela pensou que, mesmo tendo bebido demais, seu gosto não deveria ser ruim.
Enquanto pensava nisso, a porta do banheiro se abriu lentamente.
Os olhos de Oceana estavam baixos, e a primeira coisa que viu foram as panturrilhas fortes e bem definidas do homem.
Subindo, as coxas escondidas pelo roupão, a cintura e o abdômen, até o decote em V solto em seu corpo.
O homem tinha um bom corpo, músculos definidos, era do tipo que exalava hormônios, e não um cara musculoso e bruto que emanava força por todo o corpo.
Esse tipo de homem tinha o melhor sabor. Na época, ela só tinha começado a ter ideias erradas ao ver o corpo de Fernando.
Aliás, o peitoral desse homem se parecia muito com o de Fernando.
Só não sabia se, sob aquele roupão, a cintura era perfeita como a de Fernando.
— Como eu não sabia que a educação da sua família era tão rigorosa?
Hein?
Oceana ouviu a voz dele e seu coração estremeceu. Essa voz também era muito parecida com a de Fernando!
Não, não era parecida, era ele!
Ela levantou as pálpebras e o rosto familiar de Fernando entrou em sua visão.
Sua respiração parou, e ela apertou os lábios...
— Quem te chamou aqui?
Fernando: — Ontem à noite, não sei quem bebeu demais e me ligou chorando.
Se não guardei nenhuma lembrança na minha cabeça, não consigo me recordar do que aconteceu. O pior é quando outra pessoa vem me contar os fatos.
Oceana não queria saber o que tinha dito no telefone na noite anterior.
Menos ainda queria saber como Fernando a trouxe de volta, o que aconteceu durante a noite, e por que ele estava de roupão...
— Vou fingir que fui mordida por um cachorro.
Oceana deu dois passos para trás e se apoiou na parede: — Vá embora.
Fernando desceu o degrau e parou de frente para ela.
— Eu estou sem roupas, como vou embora?
Oceana: "..."
E as roupas? Será que ela as rasgou na noite anterior?

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