Oceana acenou para ele: — Vem logo, com um corpo tão bom, está com medo de quê?
— Divulgar esse tipo de coisa é crime. — Fernando largou o copo, tentando manter a calma, mas engoliu seco.
Oceana se surpreendeu por um momento, e então disse: — Então eu não divulgo. Outro dia, quando eu ver a Sabrina, eu mostro para ela. Isso se chama compartilhar. Além do mais... Eu mesma posso guardar para dar uma olhadinha de vez em quando.
— Você invadiu a minha privacidade.
A boca de Fernando deu um leve repuxo.
Oceana retrucou: — Aqui é o meu quarto, aquela cama é a minha cama também. Você fica balançando na minha frente e eu já estou sendo boa em não te processar por assédio, e ainda quer jogar a culpa em mim?
Isso fazia sentido.
Ela devia mesmo ter ligado para a recepção agora há pouco, mandado o segurança subir e levá-lo direto para a delegacia.
Fernando ficou em silêncio.
Com a vantagem em mãos, Oceana levantou o queixo e sorriu de forma presunçosa.
— Por que parou? Vem logo? Acabou de beber água, não tem que ir ao banheiro?
Ela exibia um sorriso radiante.
Fernando largou o copo e as veias azuis nas costas da sua mão ficaram visíveis.
Finalmente, ele suspirou, e quando parecia que tinha desistido...
Ele saiu calmamente de trás da ilha e caminhou direto na direção de Oceana.
Na imagem da câmera, ele se movia a cada passo, e algo além do seu corpo balançava junto com ele.
Oceana ficou com o rosto vermelho imediatamente. Quando percebeu que o homem estava vindo em sua direção, seu sorriso congelou e ela ficou atônita.
Antes que ela pudesse reagir, o homem tirou o celular bruscamente e o jogou na mesa de centro.
— Que graça tem só gravar isso? Que tal criar uma memória mais viva?
Antes que Oceana pudesse entender o que Fernando queria dizer, já estava sendo prensada debaixo dele.
— Fernando, seu canalha!
Oceana soltou um monte de palavrões contra ele e toda a sua família.
Fernando nem ligou, afinal, não tinha apego à Família Moraes.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!