Ao ser expulso do carro, Fernando não tinha para onde ir e precisou seguir Oceana de volta ao hotel.
Oceana andava rápido, tentando despistá-lo, mas sem sucesso.
Afinal, as pernas dela eram curtas e as dele eram compridas.
Com a cara mais lavada do mundo, ele a acompanhou até a suíte e pegou as roupas que ela tinha comprado, começando a se vestir.
Mas ao vestir a camisa, notou algo errado.
— Você só comprou a calça e o paletó?
Oceana olhou e percebeu que ele estava sem roupa íntima.
Mais cedo, ele tinha andado pela delegacia só de roupão. Naquele ambiente formal, ele não usava nada por baixo da peça.
Ela ficou parada por alguns segundos, não aguentou mais, segurou a barriga e dobrou-se de tanto rir.
Em meio às risadas, Fernando vestiu a calça.
A calça tinha um corte bem ajustado e não deixava nada estranho à mostra.
— Pare de rir e sente aí, precisamos conversar.
Fernando mantinha o rosto sério, mas a orelha estava completamente vermelha.
Oceana sentou-se bem longe dele: — Não tenho nada para conversar com você.
— Vamos conversar sobre o que você disse na noite passada. — Fernando sentou-se, os olhos fixos nela sem piscar.
Oceana imediatamente acionou seu alerta de segurança máxima.
— O que foi que eu disse?
Fernando respondeu: — Você disse que gosta de mim, mas que não podemos ficar juntos, e ainda me xingou todo.
Os olhos de Oceana deram voltas, cheios de culpa e desconfiança.
Será que ela teria coragem de dizer algo assim?
A parte de xingar com certeza era verdade.
— Oceana, se você tem algum problema, pode falar.
Fernando pegou cada pequena expressão dela.
— Podemos resolver isso juntos.
Com aquelas palavras, ele insinuou que Oceana não podia ficar com ele por causa do próprio problema dele.
Oceana retrucou na hora: — Eu não tenho problema nenhum, é só que você...

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