— Fiquei sabendo pouco tempo antes de você.
Sabrina pensou um pouco e respondeu: — Eu ia te contar naquele mesmo dia.
Oceana perguntou com urgência: — Então por que você não falou!?
— Porque eu ainda dou valor à minha vida.
Ao lembrar que quase tinha dado uma surra em Sabrina naquela ocasião, a voz de Oceana perdeu toda a força na hora.
— Era só falar. Se você quisesse, teria dito.
Sabrina: — Mesmo se eu tivesse dito, você não ia acreditar.
E isso era verdade.
Na verdade, Oceana ainda não acreditava.
Sendo mais exata, não conseguia acreditar.
Como poderia existir uma coincidência dessas?
— Eu posso não acreditar nos outros, mas eu duvidaria de você?
Ela era teimosa. Diante disso, Sabrina nem teve forças para discutir.
O celular foi parar nas mãos de Henrique, e sua voz soou descontente.
— Ligou de tão longe só para dar bronca na minha esposa? Nós não vamos mais nos meter na bagunça de vocês.
Dizendo isso, Henrique desligou a chamada.
O "ei" de Oceana foi cortado na hora.
— Ela não está realmente brava e não me ligou para brigar de verdade.
Sabrina tentou pegar o celular de volta, mas Henrique segurou seu pulso.
— Claro que eu sei. Mas se vocês continuarem conversando, eu é que vou ficar irritado de verdade.
A chama de Henrique já se espalhava por todo o seu corpo.
Em pouco tempo o desejo tomaria conta dos dois, e ali teriam uma noite de paixão.
No dia seguinte, quando o sol já estava alto, Sabrina se levantou devagar.
Ela olhou o celular por um instante, lendo rapidamente as mensagens de Oceana xingando Henrique. Colocou o aparelho na mesa e saiu do quarto em passos lentos.

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