Henrique acariciou levemente as costas de Sabrina, consolando-a: — Não tenha medo, ela se importa com a aparência e não vai causar uma cena.
Se tivesse raiva, guardaria para si mesma.
A verdadeira tempestade só viria depois que a festa acabasse.
Sabrina olhou para ele: — Vou deixar isso com você. Vou ver Oceana e os outros.
Noriel, que havia acabado de aprender a andar, estava praticando no gramado liso do jardim com Oceana.
Havia também algumas crianças convidadas da festa brincando por lá.
Sabrina levou algumas frutas e lanches e os colocou na mesa redonda. As crianças imediatamente correram para cercá-la.
Ela também deu um a Oceana.
Oceana estava sentada no chão, com as pernas abertas numa postura descontraída, comendo enquanto observava algo ao longe.
— A mãe de Henrique chegou. Pela expressão dela, uma grande confusão estava por vir.
Sabrina a ajudou a levantar e foram sentar-se na área de descanso ao lado.
— Henrique vai dar um jeito.
— Você é bem calma. Se minha sogra ficasse me encarando desse jeito, eu...
Oceana enfiou um lanche na boca e, lembrando de algo, bufou.
Sabrina perguntou: — Você faria o quê?
— Eu ia arregaçar as mangas e partir para a briga na hora!
Oceana arregaçou as mangas, exibindo os braços finos.
Sabrina não conseguiu evitar rir: — Então, quando eu for brigar com a mãe do Henrique, você vem me ajudar.
— Ah, para com isso. — Oceana olhou para ela. — Sem falar que você não tem o temperamento para brigar. Com o Henrique aqui, nem ia sobrar para mim.
Henrique não daria a Daniela a chance de tocar em Sabrina.
Esse homem, às vezes, tinha métodos bastante extremos para fazer as coisas.
Mas ele adaptava a abordagem conforme a pessoa, sempre encontrando a maneira certa de lidar com o adversário.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!