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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 664

Sabrina Batista o levou direto para a casa dele.

Em poucos instantes, chegaram à residência de Ricardo Carneiro.

— Você não precisa voltar para a empresa hoje à tarde, vá para casa.

Ricardo Carneiro abriu a porta para sair e fez um sinal para que ela também fosse embora.

Durante o trajeto, o celular de Sabrina Batista havia tocado. Assim que estacionou, ela abriu a tela para olhar.

Era uma mensagem de Linda informando que o Presidente Carneiro havia chegado à empresa e exigia o retorno imediato dela.

Ricardo Carneiro decidira largar tudo de uma hora para outra, jogando suas responsabilidades para o alto e fazendo birra diante de Felipe Carneiro.

Porém, Sabrina Batista ainda era funcionária da Pipefy.

Ela respondeu confirmando que estava a caminho e só então respondeu a Ricardo Carneiro:

— Entendido, já vou indo.

Ricardo Carneiro parou nos degraus e acenou para ela.

Somente depois que o carro de Sabrina Batista saiu do condomínio, ele se virou para entrar em casa.

Ergueu a mão e pressionou a ponta do polegar contra a fechadura biométrica.

A fechadura eletrônica emitiu um som de erro, alertando que a impressão digital não correspondia.

Ricardo Carneiro esfregou o dedo na roupa e tentou novamente.

O mesmo aviso.

— Que ridículo! Como se eu não tivesse onde morar sem essa casa inútil!

Dito isso, virou as costas e foi embora, puxando o celular para pedir um carro direto para o hotel mais próximo.

Meia hora depois, na recepção do hotel.

O recepcionista devolveu o cartão de crédito a Ricardo Carneiro com extrema polidez.

— Senhor Carneiro, infelizmente o seu cartão não tem saldo suficiente.

— Impossível, o que não me falta é dinheiro. — Ricardo Carneiro respondeu de imediato. — Essa máquina de vocês não está com defeito?

O recepcionista deu um sorriso sem graça.

— O senhor gostaria de tentar com outro cartão?

Ricardo Carneiro tirou outro cartão da carteira.

— Tente esse.

Instantes depois, o recepcionista devolveu o cartão.

— Duvido muito que eu vá morrer de fome.

Ficou parado em frente ao hotel por um bom tempo, afundado em pensamentos, mas decidiu que iria até as últimas consequências.

—

Pipefy.

Às duas da tarde, Sabrina Batista chegou à empresa.

O clima no escritório estava denso. Assim que saiu do elevador, viu alguns secretários saindo da sala da presidência com expressões abatidas.

Aquele escritório, que antes pertencia a Ricardo Carneiro, agora era de Felipe Carneiro.

— Senhorita Batista, o Presidente Carneiro está chamando você.

Linda correu para avisá-la assim que a viu.

— Parece que o Senhor Carneiro levou o carimbo da empresa e isso atrapalhou a assinatura do contrato de hoje à tarde. O Presidente Carneiro está furioso.

— Entendido. — Sabrina Batista lembrava-se de que Ricardo Carneiro havia levado o carimbo para o aeroporto.

Ele o carregava quando desceu do carro, mas, ao voltar, trazia apenas os documentos que rasgou e jogou no lixo; não havia sinal de que tivesse trazido o carimbo de volta.

Sabrina Batista respirou fundo e, sob forte pressão, caminhou até a sala de Felipe Carneiro.

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