Fernando olhou para as costas dela. A mulher usava uma camisola, e suas duas pernas balançavam debaixo da bainha folgada; eram longas, finas e bem brancas.
Conseguia agarrar seus tornozelos com muita facilidade.
Fernando não sabia como era compartilhar a vida com uma mulher.
Ele nunca tinha vivido algo assim, mas já tinha observado de perto, e fantasiar com essa situação era muito tentador.
Ele pegou o celular e enviou uma mensagem para Henrique.
[A Oceana disse para a Sabrina que eu sou gay e que desconfia que temos um caso.]
Henrique: [?]
Fernando: [Achei melhor avisar, vai que a Sabrina acredite nisso.]
O rosto de Henrique se fechou. Primeiro falavam que ele não tinha capacidade para as responsabilidades, e agora diziam que ele tinha um caso com Fernando?
— Senhor Ramos?
Durante a videoconferência, ele se distraiu enviando mensagens e ficou com o semblante carregado.
Os executivos não se atreveram a falar, mas Luiz o alertou.
Henrique largou o celular. — Ficamos por aqui.
— Reunião encerrada. — Luiz dispensou a todos.
Todos saíram, ficando apenas Luiz. Ele não encerrou a chamada e passou a relatar outros assuntos de trabalho.
No meio do relato, percebeu que Henrique estava distraído.
— Senhor Ramos, vou preparar os documentos e enviar para o seu e-mail mais tarde.
Henrique não estava prestando atenção, então suas palavras não faziam efeito.
— Luiz, você tem namorada?
A pergunta inesperada fez Luiz travar por alguns segundos. — Não.
Henrique: — E por que ainda não procurou uma?
Luiz: — O trabalho toma muito tempo, se o senhor pudesse me dar...
— Reunião encerrada, envie para o meu e-mail.
Henrique só tinha feito a pergunta por curiosidade e não pretendia dar chance para Luiz fazer pedidos.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!