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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 1010

Dava uma sensação antinatural.

— Mandei mensagem para o Ricardo ontem e até agora ele não me respondeu.

Oceana pegou o celular e abriu a janela de conversa com Ricardo.

Sabrina se aproximou para olhar e ficou paralisada.

— Você perguntou de um jeito tão direto, seria estranho se ele te respondesse.

Oceana havia perguntado a Ricardo se ele estava brincando com os sentimentos de Mariana.

Era algo que ninguém gostava de ouvir.

— Estou te dizendo, tem algo errado.

Oceana se aproximou do ouvido de Sabrina e sussurrou: — Quem você acha que o Ricardo é? Se você o acusar injustamente, ele vai fazer um escândalo e fazer um escândalo enorme para todo mundo ver. Mas quanto mais calado ele fica, pior a coisa que ele está fazendo.

Sabrina olhou para ela. — O que você quer dizer?

— Quero dizer que o Ricardo não tem boas intenções.

Oceana estava com medo de que Henrique a ouvisse e fosse atrás de Ricardo para tirar satisfação.

Porque ela não tinha provas, era apenas uma suposição.

Não, não era uma suposição, era apenas a intuição dela.

Pois essa teoria não tinha nenhum fator a seu favor, apenas uma série de pontos contrários.

Por exemplo, como Mariana, já adulta, se deixaria enganar por ele?

No mínimo, ela saberia distinguir se Ricardo tinha ou não más intenções, certo?

— Não fique inventando coisas.

Sabrina ficou atordoada com o que ela disse. — A relação entre as duas famílias já está por um fio, qualquer erro pode estragar tudo. Neste momento, a única coisa que posso fazer é conversar mais com a Mariana, mas não ouso usar suas suposições para agir por precaução.

Hoje, como não era um bom momento para conversar na Vila, Sabrina tinha planejado dar uns conselhos para Mariana e só lhe restava encontrar outra oportunidade para convidá-la para sair.

Era o máximo que ela poderia fazer.

Oceana continuou conversando com ela de forma despretensiosa, terminou uma garrafa e, aproveitando um momento de distração, pegou outra, abriu e começou a beber.

— Esperando você. — A voz de Henrique ecoou por cima dela. — Noriel está no meu quarto, dormindo um sono pesado.

Suas mãos grandes pousaram na cintura fina dela.

Através do tecido fino do pijama, Sabrina sentiu a temperatura da palma da mão dele, estava tão quente que parecia que ia queimá-la.

— Não faça gracinhas, e se o Noriel acordar?

Henrique abaixou a cabeça, com o olhar focado nos lábios carnudos dela.

— Tem babá eletrônica, se ele acordar, eu recebo um aviso.

— Mas...

As preocupações de Sabrina foram engolidas por ele.

O beijo urgente tomou a respiração de Sabrina.

Ela quase foi erguida por Henrique e carregada em direção à cama.

Os botões do pijama de seda preta foram desabotoados pelos dedos ágeis dele. As pontas dos dedos dele, um pouco frias, deslizaram suavemente pelo corpo de Sabrina, fazendo com que ela sentisse arrepios por todo o corpo.

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