Em abril, a Capital estava na primavera; durante o dia o clima estava muito agradável, mas à noite a temperatura despencava de repente.
No entanto, após uma série de movimentos contínuos, o corpo de Sabrina estava coberto de suor.
Só conseguia pensar numa coisa: que Noriel acordasse ao menos uma vez durante a madrugada.
Mas o pequeno, que normalmente dormia a noite inteira, não teve nenhum comportamento atípico para salvar sua velha mãe.
No dia seguinte, Sabrina dormiu quase a tarde inteira; não sabia como Henrique tinha explicado a Oceana.
De qualquer forma, Oceana não subiu para procurá-la e nem mandou mensagem.
Só no terceiro dia é que Mariana ligou para ela, avisando que iam comer com a Família Carneiro e pedindo que comparecesse.
Ela desceu as escadas com as pernas trêmulas, usando uma maquiagem leve.
Ainda mal tinha firmado os pés no chão quando ouviu um assobio.
— Nossa, vocês dois parecem recém-casados mesmo depois de se separarem. Me avisem da próxima vez que forem ter um momento a sós, que eu me preparo para não atrapalhar.
Oceana recostou-se no sofá e provocou.
Naquele momento, ela havia perdido o desânimo da outra noite e voltado a ser despreocupada.
— Você ouviu? — Sabrina se assustou e suas orelhas coraram.
Oceana balançou a cabeça. — É justamente porque não ouvi que quero que vocês me avisem da próxima vez, para eu poder escutar atrás da porta.
Sabrina riu sem palavras. — Vai lá dar uma volta, daqui a pouco vamos encontrar a Família Carneiro, você vai ter que se virar no almoço.
— Feito! — Oceana balançou a perna, olhando para ela com satisfação. — Você agora já se considera um membro da Família Ramos, não é?
— Ela sempre foi.
Henrique entrou pela porta, pegou Noriel dos braços de Sabrina e aproveitou para carregar a bolsa do bebê.
— Vou levá-lo para o carro, veja se falta pegar mais alguma coisa.
Oceana estendeu uma mão. — Me leve, me leve.
Henrique a ignorou, virou-se e saiu.
— Agora eu percebi, o Henrique não mudou nada.
Oceana, que sempre fora contra o casamento, agora também sentia inveja.
Para ser amiga de Sabrina a vida toda e não causar repulsa em Henrique, ela decidiu se mudar.
Vendo a vida feliz de Sabrina e Henrique juntos, o que eu ainda faço aqui atrapalhando o casal?
Enquanto ela estivesse presente, a liberdade deles estaria restrita àquele quarto.
Se ela não estivesse, exceto pelo quarto onde Noriel dormia, nada os impediria.
Assim que Sabrina saiu, Oceana entrou em contato com amigos para ajudar a encontrar um apartamento.
Grand Hotel Capital.
Quando Sabrina e Henrique chegaram, a Família Carneiro e a Família Ramos já estavam acomodadas na sala privada.
Não se sabe se foi pela presença da Família Carneiro, mas o rosto de Daniela não estava tão fechado ao ver Sabrina chegar.
Ela até se levantou para cumprimentá-la, pegou Noriel no colo e a família pareceu harmoniosa.
Sabrina se sentou ao lado da Velha Senhora Ramos e, assim que se acomodou, a velha segurou sua mão e sussurrou: — Boa menina, pense no todo, daqui a pouco dê um pouco de respeito para ela.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!