Entrar Via

Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 1008

Ela jurou que no futuro também procuraria um homem assim para se casar.

Depois de tantos dias de contato, Fernando ainda não conseguia entender a linha de raciocínio de Isabella. Seria a diferença de idade tão grande que criava um abismo de gerações?

Através da janela, Oceana não conseguia ouvir o que eles estavam dizendo.

Mas dava para ver que a garota admirava muito Fernando.

Esse velhote dissimulado, que claramente tinha formação em medicina, o que ele poderia fazer de tão grandioso no mundo dos negócios?

Provavelmente estava apenas enganando a garota com sua lábia.

Oceana o difamava mentalmente, enquanto amassava a garrafa de chá com leite que estava quase vazia em sua mão.

— Ah, mãe!

Carlitos, sentado no carrinho, viu que Oceana tinha parado, virou a cabeça, esticou o pescoço e gritou.

Oceana voltou a si e primeiro empurrou o pequeno até o elevador para jogar o lixo fora.

Depois, ela arrumou os cabelos longos, ajeitou a roupa e empurrou o carrinho na direção daquele restaurante ocidental.

Mas ela não entrou, apenas passou perto da janela.

A intenção era trocar um olhar casual com Fernando, mas quando chegou bem ao lado dele, separados apenas pelo vidro, Fernando nem sequer a viu.

— Não me importo, a partir de agora você tem que me proteger.

O que ela ouviu foi a voz manhosa de Isabella para Fernando.

Oceana contraiu os lábios, parou por um momento, recompôs-se e continuou andando.

No fim, não conseguiu comer, voltou para casa cheia de emoções confusas e pediu um delivery.

No fim da tarde, quando Sabrina e Henrique voltaram para casa, havia na mesa de jantar uma comida que mal tinha sido tocada e que já estava completamente fria.

Oceana estava largada no sofá, cumprimentando-os sem energia.

— Chegaram, estou morrendo de fome.

Ela também não comia fazia tempo e sentia muita falta.

Uma hora depois, o delivery do Bistrô Panela de Barro chegou em casa.

Naquele momento, Henrique já tinha feito macarrão, dado um pouco para cada uma das crianças e as levado para a sala, deixando o espaço para Sabrina e Oceana.

Sabrina ainda estava amamentando e não podia beber, então Henrique preparou um chá de gengibre especialmente para ela.

Aquele dia de primavera estava um pouco frio e as mãos de Sabrina estavam geladas.

Assim que pegou o chá de gengibre, ela não conseguiu evitar tomar gole atrás de gole, até finalmente sentir o corpo se aquecer e começar a suar um pouco.

Mesmo bebendo com tanta vontade, ela ainda estava muito mais lenta do que Oceana.

Em cinco goles, Oceana terminou três garrafas de vinho de frutas e já estava abrindo a quarta.

— Você...

Sabrina ia dizer algo, mas foi interrompida por Oceana: — Não me impeça, hoje eu estou feliz, vou beber mais um pouco.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor Ramos, ele não é seu filho!