No dia sete, muitas pessoas já haviam deixado suas terras natais para retornar ao trabalho.
Os veículos nas ruas diminuíram consideravelmente. Sabrina sentou no banco de trás, lançando um olhar terno para Noriel, que balançava as perninhas na cadeirinha infantil.
Henrique os olhou pelo retrovisor e sentiu um calor invadir o peito.
— O avô e a avó acham que a Cidade S é adequada para a aposentadoria. Estão procurando uma casa boa e pretendem morar aqui permanentemente.
— A temperatura aqui é agradável, mas é um pouco úmida. É melhor deixar que eles fiquem um tempo para testar.
Quando chegou, Sabrina também achava o local agradável.
Mas o inverno na Cidade S, embora não fosse frio, era úmido, e ela não estava acostumada.
E chovia com frequência. Nos casos mais extremos, chovia o mês inteiro.
Nos dois meses antes do Ano Novo, a roupa lavada demorava dias para secar completamente.
— Não tem problema. Eles ficarão mais confortáveis numa casa maior e poderão retornar para a Capital a qualquer momento se não quiserem mais ficar.
A casa onde moravam atualmente era realmente um pouco pequena.
Era várias vezes menor do que a Vila de Ramos na Capital.
A Família Ramos não passava aperto com dinheiro. Contanto que os dois ficassem felizes, valia a pena comprar a casa, mesmo que fosse apenas para morar por alguns dias.
Sabrina só descobriu ao chegar em casa que os avós da Família Ramos já haviam achado uma mansão pela internet e agendado uma visita para o dia seguinte.
— Amanhã nós iremos ver a casa juntos. O seu avô vai pagar, e a casa ficará no nome do meu neto bonzinho.
O rosto da Velha Senhora Ramos enrugou com o sorriso.
Henrique estava preparando chá e ao ouvir isso, comentou: — Não, a senhora compra e coloca no seu nome.
A Velha Senhora Ramos ficou em silêncio por alguns segundos e corrigiu: — Falei errado. Ficará no nome do meu bisneto bonzinho.
Henrique: — ...
Sabrina não conseguiu conter um sorriso. — Vó, o Noriel já tem muitas casas no nome dele. Não compre mais para ele.
— Então vamos abrir uma conta no banco para ele. O seu avô vai transferir dinheiro. Quando ficar feliz, ele transfere mais um pouco...
A Velha Senhora Ramos estava com idade avançada, e Noriel era muito pequeno. A única forma dela demonstrar amor pelo bisneto era gastando dinheiro.
Ela queria comprar vários carros para Noriel, mas era uma pena que ele não podia dirigir.
— Sabrina, eu pedi para enviarem alguns presentes de Ano Novo da Capital. Arranje um tempo para ir até a Família Couto e leve para eles.
Da última vez que a Família Couto veio, trouxeram muitos presentes.
Antes, era ele quem não levava em consideração os sentimentos de Sabrina, e nunca tinha dado a ela um status.
Agora, era ele quem corria atrás de Sabrina exigindo um status.
Eles estavam envolvidos nesse relacionamento por tempo demais.
Ele queria tornar a relação pública, deixar todos saberem.
Talvez isso fosse o que as outras pessoas chamavam de sensação de segurança?
— Você tem um isqueiro?
Sabrina deixou o pijama de lado, pegou o acordo e perguntou a Henrique.
Henrique tocou no bolso da calça social instintivamente. — Vou pedir para o meu avô.
Ele tinha parado de fumar há muito tempo e não carregava isqueiros consigo.
Assim que disse, o homem correu para o andar de baixo para pegar o isqueiro com o Velho Senhor Ramos.
O Velho Senhor Ramos lhe entregou o isqueiro. — Devolva-o quando terminar.
A Velha Senhora Ramos soltou um resmungo frio. — Jogue fora quando terminar, para impedir que ele continue fumando.

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