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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 946

— Então você leva a gente. Eles não prestam, não vamos levá-los.

A Velha Senhora Ramos sorriu apertando os olhos.

Oceana logo garantiu: — Fique tranquila. Vou cuidar muito bem dos dois. Combinado. Que dia vamos?

A Velha Senhora Ramos olhou para o velho relógio que fazia "tic-tac". — Ainda está cedo. Não precisa marcar dia, pode ser hoje mesmo.

— Beleza. A senhora faz as malas e eu levo vocês agora.

Oceana concordou muito rápido.

Antes que Sabrina pudesse opinar, as duas já tinham decidido e foram se arrumar.

— Vó, eu também vou com a senhora. — Ela acompanhou a Velha Senhora Ramos até o quarto.

A Velha Senhora Ramos empurrou-a para fora. — Não precisa. O Noriel ainda é pequeno. Fique com ele.

— O Henrique está em casa.

— Aquele moleque é o mais chato. Toda vez que a gente sai, ele não deixa fazer isso, não deixa fazer aquilo. Não vá. Se você for, ele também vai.

A Velha Senhora Ramos fechou a porta e disse que ia se trocar.

Oceana se aproximou e disse: — Fique tranquila e me deixe tomar conta da velha senhora.

— Deixar você levar os dois velhinhos para passear, olha o nível da coisa. — Sabrina ainda sentia que algo estava estranho.

— Isso prova que a velha senhora foi com a minha cara. Fique tranquila, eu já fui naquele lugar. É muito seguro. E hoje não é feriado, então não vai ter muita gente.

Oceana gostava da Velha Senhora Ramos. Só pelo fato de ela ser tão boa para Sabrina, ia tratá-la muito bem naquele dia.

Em poucos minutos, o casal se arrumou, cada um com uma mochilinha nas costas, e entrou no carro de Oceana.

Sabrina tentou argumentar mais uma vez. Ou ela ia, ou ninguém iria.

Mas não deu certo.

Oceana levou os idosos da família Ramos de carro. Sabrina só voltou para a casa depois que o veículo desapareceu de vista por um bom tempo.

Ao se virar, viu Henrique segurando Noriel, descendo os degraus.

O rosto dele estava calmo, e havia um leve sorriso nos olhos.

Pelo jeito como segurava o celular, dava para notar que ele... tinha acabado de usá-lo.

Isso era verdade.

Sabrina estendeu a mão para interromper a aproximação lenta dele.

— Você já comprou as passagens? Quando você vai embora?

Henrique disse: — Para evitar que eu fique solitário, carente e acabe traindo, tem certeza de que não vai me saciar antes?

Ela foi empurrada para o canto da parede, com os dedos enfiados no peito dele.

Quando uma voz suave soou, o olhar de Henrique ficou muito mais sério.

Sabrina encolheu a mão rapidamente, mas ele segurou seu pulso.

— De manhã cedo, o que você está fazendo?

Henrique respondeu sério: — À luz do dia.

Sabrina tentou soltar a mão, mas não conseguiu e ficou brava. — Seu filho está ali olhando!

No cercadinho, Noriel segurava a barra e ficava na ponta dos pés, olhando para eles com os grandes olhos escuros piscando.

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