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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 195

— Muito ocupada? — perguntou ele num tom ameno, encarando-a pela tela.

— Aconteceu alguma coisa? — retrucou Tereza, frustrada ao deparar-se com ele em vez da meiga carinha da filha, de quem tanto sentia falta naquele momento.

Norberto deu um leve sorriso: — À tarde foi a Delfina que queria ver você, mas você estava em reunião. Eu liguei agora só para dar notícias. Está correndo tudo bem?

— Indo bem. — A resposta dela soou ainda mais apática que o tom dele.

Norberto permaneceu em silêncio por dois segundos, batucando inconscientemente a mesa: — Entendi. Era só o que queria saber. A propósito, eu vi as fotos da exposição que o Henrique publicou.

Tereza surpreendeu-se: — Mesmo? Onde ele publicou?

— Nas redes sociais. — O timbre de Norberto enrijeceu com a amargura. — Pelo visto, vocês se divertiram bastante.

— Nós viemos a trabalho, não estamos a passeio. — A voz de Tereza tornou-se fria.

— Certo. Depois eu digo à Delfina para ligar, ela não parou de falar de você o dia todo. — Concluindo o assunto, Norberto não estendeu a discussão.

Tereza desligou a chamada sem cerimônias.

Após encerrar a conversa, respirou fundo e retornou ao jantar.

Na mesa, um colega levantou sua taça para ela: — Dra. Leal, creio que não teremos mais trabalhos urgentes à noite. Eu queria aproveitar para brindar com a senhora.

Tereza apanhou sua própria taça de vinho e brindou de volta com educação: — Fique à vontade.

O colega corou e bebeu todo o vinho num único gole.

Henrique aconselhou, fitando Tereza: — Pegue leve. Você não é boa de copo.

Tereza riu: — Não tem problema. Contanto que estejam todos se divertindo.

Gregório manifestou-se do outro lado da mesa: — Você já bebeu o equivalente a três taças. É melhor parar por aqui.

Surpresa com os avisos, Tereza sorriu e repousou a taça na mesa.

Depois da interferência dos dois, os outros que cogitavam um brinde com a Dra. Leal repensaram suas intenções, receosos de provocar o desagrado do Diretor Cardoso e do Sr. Duarte. E assim, desistiram.

Encerrado o jantar, o grupo dispersou-se pelos quartos do hotel. Após um banho, Tereza acomodou-se, ligou o computador e repassou minuciosamente os pontos da reunião daquela tarde; destacou as ressalvas necessárias e as despachou individualmente para os membros de sua equipe.

Já Henrique, saindo do banho vestindo apenas uma toalha enrolada na cintura e enxugando os cabelos curtos e rebeldes, avistou uma mensagem em seu celular. Tomou-o com expectativa; ao ler, um sorriso despontou em seus lábios finos. Àquela hora da noite, imaginara que fosse um flerte, mas, no fim das contas, era apenas trabalho.

O que diabos se passava na cabeça de Tereza?

Após três exaustivos dias emendando reuniões, a maratona profissional chegou ao fim. As duas equipes agendaram seus voos de volta para o mesmo horário.

Tereza empurrava sua mala pelas portas automáticas, seguida por Henrique e Gregório que conversavam fervorosamente sobre o ofício, exibindo semblantes focados.

Assim que saiu pelo portão, os olhos da mulher varreram apressados a multidão que aguardava o desembarque.

Como esperado, Norberto estava lá, ao lado da filha em meio ao mar de pessoas.

Envolta num meigo casaco cor-de-rosa e de cabelos em dois pequenos coques fofos, Delfina esticava o pescoço na ponta dos pés, tentando espiar ao longe.

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