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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 279

As construções tradicionais, com seus tijolos cinzas e telhas escuras, transpiravam o peso do tempo.

A avó Guedes estava deitada em um quarto no segundo andar. Seu semblante não parecia nada bom e ela havia perdido todo o seu vigor, castigada pelas dores de cabeça.

Ao ver que Tereza havia chegado, seus olhos baços ganharam um brilho imediato:

— Sra. Leal!

— Avó Guedes, o que está sentindo? — Tereza a cumprimentou com um sorriso.

Tereza pousou sua maleta de medicamentos. Delfina, no entanto, olhava para todos os lados, piscando os grandes olhos escuros. Ela não esperava que Noemi não estivesse em casa, e uma expressão de frustração tomou conta de seu rostinho de imediato.

Quando a Sra. Guedes chegou trazendo uma bandeja com chá e frutas, percebeu a expressão da menina e perguntou com um sorriso:

— Delfina, está procurando a Noemi? Ela deve chegar em instantes.

— É verdade? E ela sabe que eu vinha? — Delfina se animou no mesmo instante.

— Não sabe, não. Fui eu quem chamou a sua mãe para vir. — respondeu a Sra. Guedes, sorrindo.

— Ah, então eu vou poder fazer uma surpresa para a Noemi! — comemorou Delfina, toda feliz.

A Sra. Guedes levou Delfina para a sala de estar no primeiro andar, enquanto Tereza permaneceu no segundo para iniciar o tratamento da senhora.

Tereza começou aferindo o pulso da senhora. A idosa observava aquela mulher tão bela à sua frente. Sendo tão jovem e, ainda assim, com um temperamento tão sereno, ela puxara muito à avó.

— A circulação de energia e sangue da senhora não está boa. Por acaso, tem sofrido de insônia e pesadelos recentemente? — perguntou Tereza.

— Ai, é que eu não consigo dormir mesmo. É só fechar os olhos e os sonhos começam, depois acordo assustada com eles e o sono some de vez. De manhã, levanto sem um pingo de energia e com a cabeça latejando.

Tereza sabia que era um problema crônico. Considerando a idade avançada e as várias doenças de base da senhora, achou melhor não entrar em muitos detalhes para não aumentar a preocupação dela. Assim, preparou-se para aplicar acupuntura e aliviar-lhe a dor.

Enquanto Tereza aplicava as agulhas, Tristan voltou acompanhado de Noemi. A menina não queria ir para casa depois da aula, então ele a levou para dar um passeio e os dois voltaram com uma sacola cheia de brinquedos novos.

— Delfina?

— Noemi! — As duas meninas se olharam perplexas por um momento, para, no segundo seguinte, se abraçarem radiantes. Uma nítida surpresa também surgiu no rosto bonito de Tristan.

Ester Machado se levantou de onde estava e disse:

— Sua avó passou o dia com dor de cabeça. Pedi à Tereza para vir examiná-la, ela está no andar de cima.

A respiração de Tristan acelerou levemente. Com suas pernas longas, alcançou o pé da escada em poucos passos, mas, temendo perturbar alguém, subiu os degraus de forma mais contida.

Ao ver os passos emocionados, porém cautelosos, de seu filho, Ester Machado suspirou intimamente e balançou a cabeça.

Tristan chegou ao corredor do segundo andar e caminhou suavemente até a porta do quarto da avó. A porta não estava totalmente fechada. Espiando lá dentro, ele viu que Tereza aplicava agulhas na cabeça de sua avó. Ele prendeu a respiração e observou do lado de fora por um bom tempo antes de descer as escadas, sem ter a coragem de interromper.

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