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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 30

— Estou tão feliz com o papai e a mamãe aqui do meu lado. — A pequena alma de Delfina encheu-se de segurança. Ela segurou docemente um dos dedos do pai e, com a outra mãozinha, abraçou o braço de Tereza, adormecendo com um sorriso satisfeito.

Tereza e Norberto permaneceram imóveis e em silêncio até a filha adormecer profundamente.

Tereza retirou o braço com cuidado e o substituiu pelo coelhinho de pelúcia favorito da menina.

— Vou para o quarto ao lado resolver algumas coisas. Durma com ela.

Tereza levantou-se suavemente e, sem esperar por uma resposta do marido, abriu a porta e saiu.

O dia seguinte era uma data importante, a dos exames de Delfina. Tereza acordou bem cedo e estava no banheiro cuidando da higiene matinal quando ouviu o choro da filha vindo do quarto ao lado, chamando pelo pai e pela mãe em meio aos soluços.

Com a escovação dos dentes pela metade, Tereza correu apressada e encontrou o quarto de hóspedes imerso na penumbra. A menina estava de pé na cama, agarrada ao coelhinho de pelúcia, com medo de descer e com o rostinho banhado em lágrimas.

— Mamãe, aonde você foi? Eu não conseguia achar você... — perguntou Delfina com uma vozinha magoada.

— A mamãe está aqui. Não tenha medo. — Tereza apertou a filha com força contra o peito, inclinando-se para beijar repetidamente a sua testa.

— Não vai embora, mamãe. Eu não gosto de ficar sozinha. — Delfina afundou o rosto molhado no ombro dela, agarrando-se fortemente à sua camisola.

— A Delfina já acordou tão cedo? A vovó até pensou em subir para dar uma olhada. — disse a sogra, Jessica, perto dos degraus, assim que Tereza desceu as escadas após vestir a filha.

— Onde está o Norberto? — Tereza não imaginava que, após pedir que ele passasse a noite com a filha, o homem desapareceria no meio da madrugada.

Jessica surpreendeu-se; o tom de Tereza soava aborrecido.

— Hera teve uma dor de estômago no meio da noite e eu pedi para o Norberto ir checar. — Após falar, Jessica fez uma pausa. — Hera havia me ligado, e eu ia até lá. Mas calhou de eu ver o Norberto descendo para beber água, então ele foi no meu lugar.

Ouvindo aquilo, tudo ficou claro para Tereza.

Naquele momento, o celular de Tereza tocou. Era Norberto.

Tereza lançou um olhar rápido ao aparelho, guardando-o de volta na bolsa sem demonstrar intenção de atender.

Notando que ela havia silenciado o aparelho, mas não o atendera, os olhos escuros de Gregório brilharam ligeiramente: — O Norberto está muito ocupado hoje? Por que não veio com vocês?

— Sim, ele anda bastante ocupado todos os dias. — respondeu Tereza com desinteresse. — Era só um exame de rotina, achei melhor não o fazer vir até aqui.

Os três caminharam até o saguão do andar térreo. Nesse exato instante, as portas de um dos elevadores se abriram, revelando duas figuras.

Norberto carregava o casaco e a bolsa de uma mulher em uma das mãos e uma sacola de farmácia na outra. Ao seu lado estava Hera, pressionando um chumaço de algodão no local onde tirara sangue. Os dois caminhavam abertamente pelo saguão do hospital.

— Papai! — Delfina foi a primeira a vê-los e logo correu com as suas perninhas curtas em direção a ele.

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