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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 305

— Alterar o quê? — perguntou Tereza num sussurro, parando de andar.

— Eu concordo com todos os termos que você exigiu, mas eu também tenho a minha condição. — Norberto também lançou um olhar na direção da sala de estar e abaixou o tom de voz com uma expressão fria. Dona Lígia estava com Delfina na varanda, lavando as mãos.

— Falamos sobre isso depois. — Tereza mordeu o lábio inferior ao ver Delfina correndo em direção a eles com as mãos pequenas e molhadas erguidas, interrompendo o que ia dizer.

Ao ver a filha se aproximar, Norberto achou sensato permanecer em silêncio.

— Mamãe, eu quero ir ao museu de tarde. Faz muito tempo que eu não vou. Você me leva para passear?

Tereza ficou sem reação; pensou em dizer que sua perna ainda estava machucada e que seria difícil passear, mas engoliu as palavras.

— Delfina, a mamãe tem experimentos para fazer à tarde. Que tal o papai levar você para passear? — Norberto abaixou-se imediatamente e disse num tom suave.

— Nós podemos ir ao museu? — Delfina piscou os olhos ansiosa.

— Se é lá que você quer ir, então nós vamos ao museu. — Norberto acatou o desejo da filha.

— Eba! Mas a mamãe não vai mesmo? — Delfina ficou um pouco decepcionada.

— Eu posso ir, mas talvez não consiga te carregar no colo. — Tereza apressou-se a dizer ao ver a tristeza no rosto da filha.

— Eu prometo me comportar direitinho, vou andar sozinha e não vou pedir colo! — Delfina abriu um sorriso radiante ao ouvir a confirmação da mãe.

Tereza deu um sorriso resignado. Sabia bem que, se a filha ficasse cansada ou com sono, não daria nem mais um passo, por mais que sua boquinha estivesse cheia de promessas agora.

— Não tem problema, o papai carrega! — exclamou Norberto. Em seguida, ele lançou um olhar profundo para Tereza, um pouco surpreso por ela ter aceitado acompanhá-los naquele passeio.

Tereza, na verdade, tinha os seus próprios motivos. Ela e Norberto iriam se divorciar em breve, e as oportunidades de saírem juntos com a filha se tornariam escassas. Enquanto ainda estavam casados, ela se dispunha a acompanhá-lo e a levar a filha aonde ela quisesse.

Dona Lígia, ao ouvir que a família iria sair, apressou-se a arrumar alguns lanches e água para levarem.

— Vamos no meu carro. Eduardo Barreto já está lá embaixo. — disse Norberto.

Tereza não recusou. Pegou a sacola com os lanches e a água, enquanto Delfina segurava a mão grande de Norberto, caminhando alegremente na frente deles.

Olhando para as costas pequenas e exultantes da filha, o coração de Tereza foi invadido por uma tristeza indescritível.

Cenas como essa nunca mais se repetiriam no futuro; ela nem ousava pensar muito sobre isso.

No caminho para o museu, Delfina tagarelava sem parar, com Norberto concordando e acompanhando a conversa ao seu lado. A interação entre pai e filha era ótima, mas Tereza permanecia calada.

Quando Norberto virava a cabeça para falar com a filha, o seu olhar ultrapassava a menina para repousar no rosto de Tereza.

Percebendo que o homem estava observando as suas reações, Tereza desviou o olhar para a janela.

Capítulo 305 1

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