Após sair do hospital, Renata pegou um táxi diretamente para a sua pequena casa.
Dona Josefa, preocupada com a saúde dela, acompanhou-a. No entanto, ela não sabia que não estavam indo para a Baía Serena.
No meio do caminho, percebendo a direção, perguntou hesitante:
— Srta. Renata, não vamos voltar para a Baía Serena?
Renata olhava distraidamente pela janela. Ao ouvir a pergunta, fez uma pausa, baixou os olhos e disse friamente:
— Não vamos voltar.
Dona Josefa achou que ela estava com raiva de Wilson Lopes e não queria voltar nos próximos dias. Concordou com a cabeça e, furtivamente, enviou uma mensagem para ele:
【Jovem mestre, a Srta. Renata está realmente zangada desta vez. Ela não voltou para a Baía Serena, foi para a sua própria casinha.】
……
Meia hora depois.
O carro chegou ao condomínio.
Assim que Renata entrou em casa, deu algumas instruções a Dona Josefa, nem sequer trocou os sapatos e foi direto para o quarto. Subiu num banco, retirou o quadro da pintura 《Serenidade Pós-Chuva》 da parede e atirou-o violentamente no chão!
Num instante, a moldura de madeira despedaçou-se e a tela soltou-se.
Renata olhou para a pintura de cima, com o peito subindo e descendo de forma irregular, enquanto os cantos dos seus olhos ficavam vermelhos.
Ao lembrar de quando recebeu a obra das mãos daquele homem há alguns dias, e dos momentos em que ficou absorta olhando para ela, sentiu que havia sido uma completa tola!
Ainda achando que não era suficiente, saltou do banco, abriu a gaveta da penteadeira e tirou o belo grampo de cabelo de magnólia. Com ambas as mãos, quebrou-o ao meio com força e atirou-o no chão, como se fosse lixo.
Um estalo ecoou. O que se quebrou não foi apenas o grampo, mas parecia ser algo mais……
Na sala, Dona Josefa ouvia o barulho de coisas sendo destruídas no quarto. Andava de um lado para o outro, ansiosa para entrar e aconselhá-la, mas não tinha coragem:
— Ai, meu Deus, o que eu faço agora!
Felizmente, a campainha tocou naquele momento.
Adivinhando quem era, Dona Josefa correu para abrir a porta.
Ao abrir, o rosto frio e severo de Wilson Lopes apareceu. Em comparação com a sua habitual calma imperturbável, agora ele estava com as sobrancelhas franzidas, mostrando um pouco de ansiedade, e a sua camisa estava levemente amassada, como se tivesse vindo às pressas.
A expressão de Renata era fria, como uma poça de água gelada.
Ela observou os movimentos dele. Os dedos dele sangravam, cortados pelos estilhaços de vidro, mas não havia a menor emoção nos olhos dela ao dizer friamente:
— Não os quero mais!
Os movimentos de Wilson Lopes congelaram abruptamente. Ele colocou os objetos de lado, endireitou-se e aproximou-se dela, com os olhos avermelhados:
— Não quer mais? Então, você também não me quer mais?
Renata levantou os olhos para ele, muito calma:
— Sim, não quero mais, não quero nada! Não dou mais valor!
O peito de Wilson Lopes apertou-se, como se uma mão invisível o estivesse agarrando. A dor surda o impediu de recuperar o fôlego por um bom tempo……
Ele não sabia que essa era a sensação de amar alguém.
Ele franziu a testa, suprimindo aquela sensação estranha, respirou fundo e, na posição em que ela estava sentada e ele de pé, abraçou-a com força, sussurrando perto do seu ouvido:
— Renatinha, eu sei que você foi injustiçada desta vez. O que eu disse no hospital foi da boca para fora…… eu só…… eu só……

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir
Acho q uma história dessa merecia um final melhor, mais explicado e com mais detalhes!...