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Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir romance Capítulo 254

Após sair do hospital, Renata pegou um táxi diretamente para a sua pequena casa.

Dona Josefa, preocupada com a saúde dela, acompanhou-a. No entanto, ela não sabia que não estavam indo para a Baía Serena.

No meio do caminho, percebendo a direção, perguntou hesitante:

— Srta. Renata, não vamos voltar para a Baía Serena?

Renata olhava distraidamente pela janela. Ao ouvir a pergunta, fez uma pausa, baixou os olhos e disse friamente:

— Não vamos voltar.

Dona Josefa achou que ela estava com raiva de Wilson Lopes e não queria voltar nos próximos dias. Concordou com a cabeça e, furtivamente, enviou uma mensagem para ele:

【Jovem mestre, a Srta. Renata está realmente zangada desta vez. Ela não voltou para a Baía Serena, foi para a sua própria casinha.】

……

Meia hora depois.

O carro chegou ao condomínio.

Assim que Renata entrou em casa, deu algumas instruções a Dona Josefa, nem sequer trocou os sapatos e foi direto para o quarto. Subiu num banco, retirou o quadro da pintura 《Serenidade Pós-Chuva》 da parede e atirou-o violentamente no chão!

Num instante, a moldura de madeira despedaçou-se e a tela soltou-se.

Renata olhou para a pintura de cima, com o peito subindo e descendo de forma irregular, enquanto os cantos dos seus olhos ficavam vermelhos.

Ao lembrar de quando recebeu a obra das mãos daquele homem há alguns dias, e dos momentos em que ficou absorta olhando para ela, sentiu que havia sido uma completa tola!

Ainda achando que não era suficiente, saltou do banco, abriu a gaveta da penteadeira e tirou o belo grampo de cabelo de magnólia. Com ambas as mãos, quebrou-o ao meio com força e atirou-o no chão, como se fosse lixo.

Um estalo ecoou. O que se quebrou não foi apenas o grampo, mas parecia ser algo mais……

Na sala, Dona Josefa ouvia o barulho de coisas sendo destruídas no quarto. Andava de um lado para o outro, ansiosa para entrar e aconselhá-la, mas não tinha coragem:

— Ai, meu Deus, o que eu faço agora!

Felizmente, a campainha tocou naquele momento.

Adivinhando quem era, Dona Josefa correu para abrir a porta.

Ao abrir, o rosto frio e severo de Wilson Lopes apareceu. Em comparação com a sua habitual calma imperturbável, agora ele estava com as sobrancelhas franzidas, mostrando um pouco de ansiedade, e a sua camisa estava levemente amassada, como se tivesse vindo às pressas.

A expressão de Renata era fria, como uma poça de água gelada.

Ela observou os movimentos dele. Os dedos dele sangravam, cortados pelos estilhaços de vidro, mas não havia a menor emoção nos olhos dela ao dizer friamente:

— Não os quero mais!

Os movimentos de Wilson Lopes congelaram abruptamente. Ele colocou os objetos de lado, endireitou-se e aproximou-se dela, com os olhos avermelhados:

— Não quer mais? Então, você também não me quer mais?

Renata levantou os olhos para ele, muito calma:

— Sim, não quero mais, não quero nada! Não dou mais valor!

O peito de Wilson Lopes apertou-se, como se uma mão invisível o estivesse agarrando. A dor surda o impediu de recuperar o fôlego por um bom tempo……

Ele não sabia que essa era a sensação de amar alguém.

Ele franziu a testa, suprimindo aquela sensação estranha, respirou fundo e, na posição em que ela estava sentada e ele de pé, abraçou-a com força, sussurrando perto do seu ouvido:

— Renatinha, eu sei que você foi injustiçada desta vez. O que eu disse no hospital foi da boca para fora…… eu só…… eu só……

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