Renata dirigiu até o local. Era o dia da competição oficial, e havia muitas equipes de mídia presentes. Assim que desceu do carro, notou repórteres carregando as câmeras numa direção específica.
— Vamos logo, o Sr. Lopes e a Srta. Sabrina estão ali, vamos chegar tarde demais para tirar uma foto!
...
Um zumbido soou no ouvido de Renata.
Ela bateu a porta do carro, meio atônita, e olhou na direção para a qual os repórteres seguiam.
E, de fato, os encontrou ali, sendo entrevistados pelos repórteres no centro das atenções.
Renata piscou os olhos e de repente lembrou das explicações doces que o homem tinha sussurrado na noite anterior.
Ele dissera que os dois se encontraram apenas por acaso.
Ele dissera que eles não haviam ido juntos para lá.
...
Mas e agora?
Renata soltou o ar ruidosamente, riu e em seus olhos havia apenas frieza.
Queria dar um soco na versão de si mesma da noite passada que afrouxara as defesas por um segundo!
Nesse instante, Wilson, que dava as entrevistas, contraiu as sobrancelhas; como se tivesse notado algo, olhou para a direção dela e a avistou.
Seus olhos profundos tremeram um instante em espanto, depois entraram em pânico.
O olhar de Renata era gelado. Sem dar chance para mais nada, ela virou de costas e partiu, a caminho do grande salão.
Atrás dela, no entanto, aquele olhar prepotente a seguia como uma sombra.
Com a testa enrugada e um rosto frio como pedra, Wilson afastou os microfones dos repórteres e informou:
— Eu tenho coisas para resolver agora, entrevistem só a ela.
Assustados, os repórteres retiraram os microfones com desânimo e não ousaram persistir; viraram para Sabrina e a encheram de perguntas. Contudo, desconfiavam da atitude dele: por que de um dia para o outro ele a apoiara, mas não se importava mais?
Sabrina, claro, também havia notado as fofocas ao redor, o que a deixou enrijecida de vergonha.
Ao ver o homem se afastando, ela não se rendeu. Mordendo os lábios, disparou atrás dele:
— Wilson!
— É verdade, o senhor não veio a nenhuma outra edição; ter vindo para esta deve ser um caso sério.
Claro que por "caso sério", queriam dizer apenas "preocupação com a irmãzinha", não se tratava do concurso em si.
Sem disposição para jogar os jogos deles, Wilson retrucou bruscamente:
— Vocês podem chegar a uma conclusão por si mesmos!
As respostas da organização vieram na forma de risadas sugestivas; os membros presumiram que Wilson estava os alertando de alguma coisa...
Sabrina também deu um pequeno sorriso.
Mas não conseguiu manter a alegria no segundo seguinte.
Wilson declarou:
— Eu tenho coisas pra resolver, vou indo.
O sorriso de Sabrina secou.
Ela observou o homem, vendo-o ir em direção ao mesmo local onde Renata partira mais cedo... e, a julgar pela velocidade, com muita pressa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir
Acho q uma história dessa merecia um final melhor, mais explicado e com mais detalhes!...