Renata entrou no saguão e, seguindo as placas de sinalização, dirigiu-se à sala de espera para aguardar a competição.
No caminho, ela recebeu uma ligação de Leonardo.
— Está nervosa?
A voz familiar trouxe um conforto cálido ao seu coração, fazendo com que a chateação de instantes atrás desaparecesse quase por completo.
Ela deu um leve sorriso: — Estou bem.
Leonardo riu. Em sua mente, aquela competição não tinha nenhum mistério, ela com certeza seria a campeã. Por isso, não tocou mais no assunto e perguntou sobre outra coisa.
— Já arrumou suas coisas para ir a Sulina? Mais tarde, quando a competição acabar, eu te levo.
Renata recusou.
Ela não gostava de cenas de despedida, afinal, não era como se nunca mais fossem se ver: — Não precisa.
Leonardo sabia o que ela estava pensando e não insistiu.
— Tudo bem, então foque na sua competição! Ah, é mesmo, ouvi dizer que a dona do Ateliê Alva também virá para esta competição. Ela vai contratar o primeiro colocado para um estágio no ateliê. Você não queria entrar lá antes? É uma ótima oportunidade!
Renata ficou um pouco surpresa.
— Sério?
— Acha que eu mentiria para você?
Renata segurou o celular, emocionada.
Quando entrou na área de design, ela já sabia que o Ateliê Alva era uma grande autoridade no país. Tinha muita vontade de ingressar lá, mas, até então, nunca tivera a chance. O motivo era simples: o Ateliê Alva quase nunca abria vagas para o público externo.
Ela originalmente pensava em ganhar experiência na empresa de Leonardo depois da competição, para depois tentar uma vaga no Ateliê Alva. Não imaginava que a oportunidade surgiria assim!
Sendo assim, ela precisava vencer esta competição mais do que nunca! Caso contrário, isso provavelmente se tornaria o grande arrependimento de sua vida.
Ela desligou a chamada.
Renata continuava com o coração acelerado. Levou um bom tempo até que guardasse o celular e continuasse a caminhar em direção à sala de espera.
Foi nesse momento que o celular vibrou algumas vezes de repente.
Uma mensagem era de Wilson.
A outra era de Cristiano.
Renata ignorou a de Wilson e abriu direto a conversa de Cristiano:
[Boa sorte na competição.]
[...]
Eram apenas algumas palavras curtas e reticências.
Contudo, Renata sentiu como se uma onda de emoção tomasse conta de si. Ela nem sabia o porquê de estar com o coração palpitando tanto, mas era como se aquele fosse o incentivo que ela aguardava há muito tempo!
Aquele pensamento absurdo surgiu novamente.
Renata mordeu o canto do lábio e digitou: [Obrigada.]
Cristiano: [Podemos nos ver depois da competição? Tenho algumas coisas para te contar.]
Seu batimento cardíaco descompassou mais uma vez, e os olhos de Renata tremeram levemente. Após a competição, ela teria que pegar um voo e ir embora.
Mas ela sentia que não conseguiria recusar o pedido dele...
No fim, ela acabou concordando.
Um encontro não tomaria tanto tempo assim.
Que fingida!
Nesse momento, uma voz surpresa e empolgada ecoou do lado de fora da porta: — Uau, a Anna chegou!
— O quê? A Anna chegou?
Todos se levantaram empolgados e saíram correndo.
— Vamos lá ver, é ótimo pelo menos ser visto por alguém tão importante!
— Exatamente! Quem sabe a gente não consegue se apresentar diretamente? Seria uma contratação direta com a chefe!
— ...
Renata também queria ir dar uma olhada, mas, como estava sentada no canto, o empurra-empurra a impediu de se levantar, forçando-a a esperar um pouco.
Em pouco tempo, todos já haviam saído.
Renata suspirou levemente, bateu na saia para tirar a poeira, guardou o caderno na bolsa e se levantou.
Foi então que o lustre de cristal no teto piscou duas vezes e se apagou de repente. Em um instante, o vestiário fechado mergulhou na escuridão.
Renata tomou um susto. Ela apertou a bolsa que segurava e recuou alguns passos. Quando percebeu o que estava acontecendo, seu coração deu um salto. Apressou-se em pegar o celular para iluminar o caminho até a porta.
No entanto, por mais que empurrasse a maçaneta, ela não se moveu!
Ela estava trancada do lado de dentro.
O rostinho de Renata empalideceu, tomada por uma inquietação crescente. Ela bateu com força na porta e gritou: — Tem alguém aí fora? Por favor, me ajudem a abrir a porta!
— Então você também entra em pânico. Não estava toda orgulhosa agora há pouco? Por que não continua se achando agora?
Era a voz de Sabrina.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir
Acho q uma história dessa merecia um final melhor, mais explicado e com mais detalhes!...