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Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir romance Capítulo 288

Renata entrou no saguão e, seguindo as placas de sinalização, dirigiu-se à sala de espera para aguardar a competição.

No caminho, ela recebeu uma ligação de Leonardo.

— Está nervosa?

A voz familiar trouxe um conforto cálido ao seu coração, fazendo com que a chateação de instantes atrás desaparecesse quase por completo.

Ela deu um leve sorriso: — Estou bem.

Leonardo riu. Em sua mente, aquela competição não tinha nenhum mistério, ela com certeza seria a campeã. Por isso, não tocou mais no assunto e perguntou sobre outra coisa.

— Já arrumou suas coisas para ir a Sulina? Mais tarde, quando a competição acabar, eu te levo.

Renata recusou.

Ela não gostava de cenas de despedida, afinal, não era como se nunca mais fossem se ver: — Não precisa.

Leonardo sabia o que ela estava pensando e não insistiu.

— Tudo bem, então foque na sua competição! Ah, é mesmo, ouvi dizer que a dona do Ateliê Alva também virá para esta competição. Ela vai contratar o primeiro colocado para um estágio no ateliê. Você não queria entrar lá antes? É uma ótima oportunidade!

Renata ficou um pouco surpresa.

— Sério?

— Acha que eu mentiria para você?

Renata segurou o celular, emocionada.

Quando entrou na área de design, ela já sabia que o Ateliê Alva era uma grande autoridade no país. Tinha muita vontade de ingressar lá, mas, até então, nunca tivera a chance. O motivo era simples: o Ateliê Alva quase nunca abria vagas para o público externo.

Ela originalmente pensava em ganhar experiência na empresa de Leonardo depois da competição, para depois tentar uma vaga no Ateliê Alva. Não imaginava que a oportunidade surgiria assim!

Sendo assim, ela precisava vencer esta competição mais do que nunca! Caso contrário, isso provavelmente se tornaria o grande arrependimento de sua vida.

Ela desligou a chamada.

Renata continuava com o coração acelerado. Levou um bom tempo até que guardasse o celular e continuasse a caminhar em direção à sala de espera.

Foi nesse momento que o celular vibrou algumas vezes de repente.

Uma mensagem era de Wilson.

A outra era de Cristiano.

Renata ignorou a de Wilson e abriu direto a conversa de Cristiano:

[Boa sorte na competição.]

[...]

Eram apenas algumas palavras curtas e reticências.

Contudo, Renata sentiu como se uma onda de emoção tomasse conta de si. Ela nem sabia o porquê de estar com o coração palpitando tanto, mas era como se aquele fosse o incentivo que ela aguardava há muito tempo!

Aquele pensamento absurdo surgiu novamente.

Renata mordeu o canto do lábio e digitou: [Obrigada.]

Cristiano: [Podemos nos ver depois da competição? Tenho algumas coisas para te contar.]

Seu batimento cardíaco descompassou mais uma vez, e os olhos de Renata tremeram levemente. Após a competição, ela teria que pegar um voo e ir embora.

Mas ela sentia que não conseguiria recusar o pedido dele...

No fim, ela acabou concordando.

Um encontro não tomaria tanto tempo assim.

Que fingida!

Nesse momento, uma voz surpresa e empolgada ecoou do lado de fora da porta: — Uau, a Anna chegou!

— O quê? A Anna chegou?

Todos se levantaram empolgados e saíram correndo.

— Vamos lá ver, é ótimo pelo menos ser visto por alguém tão importante!

— Exatamente! Quem sabe a gente não consegue se apresentar diretamente? Seria uma contratação direta com a chefe!

— ...

Renata também queria ir dar uma olhada, mas, como estava sentada no canto, o empurra-empurra a impediu de se levantar, forçando-a a esperar um pouco.

Em pouco tempo, todos já haviam saído.

Renata suspirou levemente, bateu na saia para tirar a poeira, guardou o caderno na bolsa e se levantou.

Foi então que o lustre de cristal no teto piscou duas vezes e se apagou de repente. Em um instante, o vestiário fechado mergulhou na escuridão.

Renata tomou um susto. Ela apertou a bolsa que segurava e recuou alguns passos. Quando percebeu o que estava acontecendo, seu coração deu um salto. Apressou-se em pegar o celular para iluminar o caminho até a porta.

No entanto, por mais que empurrasse a maçaneta, ela não se moveu!

Ela estava trancada do lado de dentro.

O rostinho de Renata empalideceu, tomada por uma inquietação crescente. Ela bateu com força na porta e gritou: — Tem alguém aí fora? Por favor, me ajudem a abrir a porta!

— Então você também entra em pânico. Não estava toda orgulhosa agora há pouco? Por que não continua se achando agora?

Era a voz de Sabrina.

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