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Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir romance Capítulo 332

Wilson sorriu e, como recompensa, beijou-a mais uma vez.

— Excelente, parece que minha namorada vai construir uma grande carreira! Boa sorte.

Na verdade, ele não esperava absolutamente nada dela. O melhor seria que ficasse apenas em casa sem fazer nada.

Renata não conhecia os verdadeiros sentimentos dele e, ao ouvir tamanho incentivo, seu coração se encheu de alegria.

Abraçada a ele, começou a falar com grande entusiasmo sobre suas ideias e inspirações dos últimos dois dias.

— O gerente Bezerra me disse que o cliente gosta do elemento água, então eu pensei em...

— O que você acha?

Wilson acenou com a cabeça distraidamente. Seu olhar profundo estava fixo nos belos lábios vermelhos da jovem. Vendo que ela ainda ia continuar falando, ele pressionou o canto dos lábios dela com o polegar e sussurrou:

— Falar tanto assim não te dá sede?

Renata parou por um instante e piscou.

— Não estou com sede.

O olhar de Wilson escureceu. Abaixou a cabeça e beijou os lábios vermelhos que tanto cobiçava. Ele ainda não havia provado o sabor dali.

— Eu estou com sede, deixe-me beijar um pouco.

Renata corou instantaneamente, virando o rosto de forma desajeitada para se esquivar.

— Es... espera... vamos para o quarto, a Dona Josefa ainda está lá embaixo.

Wilson sorriu, deslizou o dedo pelo nariz delicado dela, provocando-a por ser tão tímida, e a carregou nos braços de volta para o quarto principal.

Assim que entraram, ele a pressionou impacientemente contra a cama.

Com o rosto em chamas, Renata fechou os olhos, trêmula.

Wilson ergueu o queixo dela e abaixou-se para beijá-la.

No instante seguinte, uma cabecinha peluda apareceu de repente na beirada da cama, seguida por uma segunda e uma terceira, miando para ele.

Wilson paralisou. Ao olhar para os três gatinhos que pularam sucessivamente na cama, seu rosto fechou de imediato e ele franziu a testa.

— Por que você trouxe os gatos para o andar de cima?

Ele se endireitou ligeiramente, afastando-se do corpo de Renata, contendo o temperamento ao perguntar.

O rostinho de Renata ainda exibia um rubor. Ao ouvir a pergunta, ela o encarou, sem entender.

Mas, ao pensar no rostinho triste dela, ele não conseguiu evitar uma onda de irritação. Foi até a varanda pegar um cigarro para fumar.

Renata desceu as escadas. Ao ver que o homem não ofereceu nenhuma explicação nem a seguiu, sentiu uma angústia indescritível.

Na verdade, o que a incomodava não era exatamente aquilo, mas o fato de que ele estava mentindo para ela!

No começo, ele claramente dissera que gostava dos gatinhos, então por que agora os achava repugnantes?

Será que tudo o que ele fizera por ela naqueles dias também era uma farsa?

Quanto mais pensava, pior Renata se sentia.

Ela levou os gatinhos para o quarto de hóspedes no andar de baixo, colocou-os no chão e deitou-se na cama, completamente desanimada...

Neste momento, a porta se abriu repentinamente.

Renata paralisou. Ao ouvir os passos firmes atrás dela, seus olhos se encheram de lágrimas. Ela puxou as cobertas para cobrir a própria cabeça.

Vendo o quão teimosa ela era, Wilson sentiu um misto de raiva e diversão. Deitou-se na cama e a puxou para um abraço, junto com o cobertor, murmurando em voz baixa:

— Não tem medo de sufocar?

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