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Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir romance Capítulo 346

Do outro lado.

Sabrina conteve sua fúria enquanto deixava o prédio e entrava no carro de Wilson Lopes.

O homem estava com a cabeça baixa, respondendo a e-mails. A iluminação fraca no interior do veículo desenhava de maneira sublime os contornos charmosos de seu rosto viril, misterioso e incrivelmente envolvente.

Sabrina o observou, sentindo o coração se enternecer. Ela pensou: Não importa o quanto a Renata ache que venceu. Eu sempre terei um lugar especial no coração dele!

Com um pequeno sorriso, Sabrina inclinou-se para ele, segurou sua mão, balançando-a de leve, e sussurrou:

— Wilson, muito obrigada por me ajudar. Eu sempre soube que você era quem me tratava melhor...

Sem mudar a expressão, Wilson afastou a mão dela sem sequer lhe dirigir o olhar. Seus olhos gélidos permaneciam fixos na tela do celular.

Lá, estava aberto o histórico de mensagens com Renata.

Contudo, toda a manhã havia se passado, e ela não lhe enviara uma única mensagem.

Ela ainda estava ressentida?

Wilson sentiu-se irritado, sem saber bem o porquê.

Rejeitada, Sabrina mordeu os lábios, magoada. Olhou desconfiada para a tela e, ao perceber o que havia ali, foi como se lhe jogassem um balde de água fria; seu rosto ficou instantaneamente pálido.

Então ele estava esperando uma resposta de Renata!

Percebendo o olhar dela, Wilson franziu a testa de maneira quase imperceptível. Desligou a tela do celular e perguntou num tom apático:

— Você não cruzou com a Renata, cruzou?

Sabrina voltou a si. Sentindo a garganta cada vez mais amarga, ela contraiu os dedos e respondeu:

— ...Não.

Wilson assentiu. Ajustando os punhos do paletó, falou:

— Agora que você já conseguiu esse projeto, seu desejo foi realizado, certo? Consegui uma universidade de artes em Londres para você. Comece a se preparar nestes próximos dias para ir estudar lá!

Como um golpe na cabeça.

Sabrina ficou atônita por um longo momento até conseguir reagir.

Com as mãos trêmulas e sem conseguir acreditar, ela agarrou o braço dele. Lutando para conter as lágrimas que ameaçavam cair, perguntou:

— Wilson, você quer me mandar embora?

— Você não tinha dito que cuidaria de mim pelo resto da vida? Por que de repente quer me mandar embora? Por que... Buáááá...

Ao terminar de falar, não conseguiu segurar as lágrimas. Elas caíram como um colar de pérolas partido, deixando-a com um ar digno de pena.

Wilson olhou para ela, e seu olhar escureceu imediatamente. Involuntariamente, a imagem do rostinho de Renata veio à sua mente.

Na noite anterior, quando ele estava furioso e a forçara contra o sofá, ela estava exatamente daquele jeito: com o nariz vermelhinho, lamentando-se entre lágrimas.

Um aperto estranho lhe surgiu no peito, acompanhado de uma certa amargura...

— Wil... Wilson... eu não quero ir... — Sabrina puxou delicadamente a manga dele, suplicando em voz baixa.

Wilson franziu a testa. Contendo os próprios pensamentos e sem a menor hesitação, desvencilhou-se dela e disse:

— Você não gosta de design? Ir para o exterior se aperfeiçoar não será ruim para você!

Sabrina paralisou. Uma sensação de desolação cortante a invadiu.

Ela esteve ao lado dele por anos. Sabia muito bem que, dessa vez, a decisão de mandá-la embora era definitiva.

Teria sido por causa de Renata?

Ela não aceitava aquilo.

Agarrando timidamente a manga do seu paletó, fez uma última súplica:

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