No carro Bentley.
Após entrar no carro, Wilson sentou-se no banco de trás, massageando de leve as têmporas com os longos dedos e fechou os olhos para descansar.
Um movimento muito simples que, nele, tornava-se incrivelmente cativante.
Sabrina olhou para ele, e o coração palpitou. Esse homem transmitia uma atração fatal tanto por dentro quanto por fora.
Ela se moveu, segurou a mão dele e abriu a boca falando baixo: — Wilson...
Wilson de repente ergueu as pálpebras, esquivou a mão dela e com um tom raramente impaciente e irritado disse:
— Sabrina, não beba mais no futuro, não é sempre que eu vou poder te acompanhar.
Sabrina pausou.
Ela é mulher. Toda mulher é observadora. Como ela não escutaria a impaciência e o aviso na fala dele?
Isso fez com que ela não conseguisse deixar de pensar na noite anterior.
Ela tinha tomado bebida e pediu para que ele a levasse para o hotel. Queria aproveitar isso e avançar o relacionamento entre eles, fazendo-o cortar laços de vez com Renata.
Mas o homem simplesmente não caía na isca.
E ela, sendo mulher, não podia fazer muita coisa, só podia desistir...
Agora que ela pensava direito, ele realmente não tinha coragem de tocá-la porque a estimava, ou era por outro motivo...
Ela não se atrevia a analisar o assunto a fundo.
Sabrina mordeu o lábio e olhou para o rosto lateral indiferente dele, mas não ousou dizer nada.
Tinha medo que a impaciência dele com ela fosse aumentando e ele nunca mais desse bola para ela.
Assim, ela ia perder feio para Renata.
— Entendi...
Wilson parou, como se tivesse notado a frustração dela. Ele esticou a mão e alisou a cabeça dela de um jeito recompensador, dizendo com a voz um pouco rouca: — Boa garota.
Sabrina, no entanto, não se sentiu confortada.
Pelo contrário, ela sentiu que a reação tinha sido muito artificial.
Como quando ele era artificial com Renata.
Ela apertou a palma da mão e olhou pelo vidro para a cidade branca enquanto tomava uma decisão por dentro...
— Sr. Lopes, vamos voltar para a empresa? — Camilo perguntou, sentado no banco do motorista e circulando o olhar pelos dois.
— Vamos para a empresa.
Wilson falou.
E fechou os olhos de novo.
No mesmo instante, a cena que ficara grudada na mente na noite anterior, subiu novamente.



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