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Três Anos de Mentira, Três Dias para Partir romance Capítulo 85

Cristiano olhou para ele e alertou:

— Pedro Paiva.

Como assim veio procurá-la de propósito? Renata comprimiu os lábios sem graça, sem saber o que dizer. Nem ousou olhar para Cristiano...

Nesse instante, saindo do portão da escola, Samuel a reconheceu, foi até ela e chamou:

— Tia.

— Hum. — Renata concordou virando-se, e ajudou o sobrinho a pegar a mochila.

Os olhos de Pedro brilharam ao ver Samuel.

— Samuel Viana! É você!

Eles eram da mesma classe.

Samuel tinha um jeito tranquilo. Ficando atrás de Renata, balançou a cabeça:

— Sim...

Renata olhou para os dois garotos. Quando seus olhos pousaram em Samuel, sentiu um aperto no coração...

Pedro se aproximou como se fossem próximos.

— Samuel, já que as aulas acabaram, vamos até o shopping daqui a pouco pegar uns bonecos de pelúcia, que tal? É muito divertido!

Samuel olhou para Renata e abaixou a cabeça. Não disse que ia, nem que não ia, aguardando que ela falasse.

Vendo aquilo, Renata sentiu uma pontada no peito. Sabia muito bem que aquelas eram as sequelas da repressão que Sérgio havia deixado no garoto.

Ela se inclinou, afagou a cabeça de Samuel e disse em voz suave:

— Se vai ou não, o que você quiser fazer, a tia te acompanha.

Pedro passou o braço pelos ombros dele e falou alto:

— Vamos lá, é bem divertido de verdade.

Samuel encolheu os lábios. Nunca havia brincado naquilo e realmente estava interessado. Concordou para Renata.

— Vou...

Pedro:

— Eba!

Renata sorriu. Ao lembrar de algo, olhou com certa tensão para Cristiano, que havia sido deixado de lado. Mas o viu aparentemente sorrir e, além disso, parecia estar observando-a o tempo todo.

Deve ser ilusão.

Ela pigarreou de leve e falou:

— Sr. Jardim, se estiver ocupado, eu posso levar as crianças e depois eu levo o Pedro de volta.

Pelo que se lembrava, Cristiano não gostava de lugares barulhentos. Então ela imaginou que ele não iria a um lugar como um shopping de jeito nenhum.

Cristiano a olhou. Com uma das mãos no bolso, respondeu:

Renata levou as duas crianças direto para a sala de fliperamas no terceiro andar. No caminho, o celular na mão tocou várias vezes, mas ela ignorou.

Afinal, Pedro ainda era criança. Àquela altura, já tinha se recuperado da verdade e foi com Samuel brincar nas máquinas de pelúcias.

Os dois brincavam felizes da vida, embora não tivessem pego muitos.

— Esse coelho é bonito! Tenta pegar esse!

— ...

Renata e Cristiano seguiam logo atrás.

Renata estava um pouco nervosa.

Cristiano estava inabalável. Ele disse com frieza:

— Pedro não tem noção do que fala, não se importe com ele.

Renata balançou a cabeça.

— Não, eu acho ele muito fofo.

Cristiano parou e virou a cabeça para ela com o olhar profundo. Na sua memória, quando aquela pessoa encontrou Pedro pela primeira vez, ele também era bastante barulhento. Ele perguntou a ela, e ela havia falado exatamente as mesmas palavras...

É... coincidência?

Nesse momento, os dois que pegavam pelúcias gritaram de repente.

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