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UM AMOR PARA O CEO romance Capítulo 1

LEANDRO NARRANDO:

Despertei com um sobressalto, o corpo suado e a mente em frangalhos. Mais uma vez, Abby havia invadido meus sonhos, trazendo consigo a angústia e a lembrança de noites que, um dia, foram de amor. Olhei para o relógio na cabeceira: quatro da manhã. Mais uma sexta-feira que começava cedo demais.

"Mais uma vez aquela maledetta infeliz rouba meu sono", pensei enquanto me levantava da cama, a garrafa vazia de licor amaro ao lado. Acendi a luz com um estalo dos dedos e caminhei até o banheiro para um banho frio. Desde que Abby se foi, não consegui mais dormir na suíte principal. Agora, ocupava a suíte de hóspedes, que até então nunca tinha sido usada. Nosso casamento durou apenas alguns meses, mas deixou cicatrizes profundas.

A água fria ajudou a acalmar meus pensamentos e o corpo quente. Ter deixado Abby e Samuel vivos era um incômodo constante, como se eu tivesse assinado um atestado de corno manso.

Mussas insistiu que, se matássemos Samuel, teríamos que matar Abby também. E eu, idiota apaixonado, não consegui ordenar sua morte.

Respirei fundo, passando sabonete líquido pelo corpo. Eu costumava magoar minhas paqueras do passado, sempre aparecendo com outra mulher, mas desta vez fui eu quem sentiu a dor da traição. Meu coração estava em pedaços, ainda mais por ser traído por Samuel, meu melhor amigo.

Após o banho, fiz a barba e me olhei no espelho. As olheiras denunciavam as noites mal dormidas e a tristeza profunda. Vesti uma camisa azul escura e um blazer preto, vi o espaço vazio no closet onde ficavam as roupas de Abby. Lembrei-me das vezes que a encontrei de roupão, escolhendo algum vestido que eu lhe dera. Isso me enfureceu. Engoli em seco, coloquei meu Rolex e desci as escadas para a sala de estar.

A casa estava irreconhecível. Quebrei boa parte dos móveis e minha mãe organizou uma equipe de limpeza para jogar tudo fora: espelhos, cadeiras, poltronas, vasos. Não quis comprar novas peças, queria vender aquela casa. Investi muito dinheiro na mansão onde planejei construir uma família com Abby. Agora, três meses após descobrir a traição, tudo me lembrava ela. Não aguentava ficar ali.

Peguei minha carteira, as chaves do Jaguar conversível e dirigi até o escritório pela orla da praia. O amanhecer trazia uma falsa sensação de paz. Assumi como CEO da empresa Binance, o grupo da família Menecucci. Mussas era o proprietário junto com Victória, mas todos da família tinham porcentagens e investimentos lá. A empresa estava faturando bilhões de euros, lavando dinheiro através de negócios obscuros em criptomoedas e ações.

Eu já ganhava milhões por dia, há dois anos e planejava uma vida inteira ao lado de Abigail. Ser traído por ela causou um estrago maior do que eu imaginava. Precisava me concentrar no trabalho para não pensar nas merdas que gostaria de fazer.

Cheguei ao escritório encontrando a equipe de limpeza pelos corredores do hall. Cumprimentei os seguranças e subi o elevador até minha sala no último andar. Preparei um café expresso na máquina da copa e comecei a trabalhar no computador.

Às sete e meia, minha secretária, Sra. Noemi, sempre vestida de forma respeitável, chegou. Ela trabalhava para mim há cinco anos, desde que eu era diretor de departamento pessoal.

— Bom dia, Sr. Menecucci. Aceita um café? — Noemi disse, batendo na porta de vidro e entrando com seu iPad.

— Bom dia pra quem, Noemi? Eu já fiz meu próprio café. Cheguei e nem você nem o Jhony estavam aqui. Posso saber qual o horário de trabalho de vocês? — disse, irritado, sem levantar o olhar.

— Perdão, senhor. Nosso horário é das oito às cinco — ela respondeu, com a cabeça baixa.

— Pois quero que entrem uma hora mais cedo e saiam uma hora mais tarde. Estamos com trabalho atrasado. E o mercado financeiro abre de madrugada! Quero que você e o Jhony se dediquem ou vou contratar quem realmente queira se dedicar a esse trabalho! — Minha voz estava carregada de irritação.

— Sim, senhor — ela respondeu, ainda de cabeça baixa.

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