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Uma noite, uma vida romance Capítulo 102

RODRIGO NARRANDO:

Foi um dia longo,reuniões intermináveis, revisando gráficos, relatórios. O mercado financeiro nunca dava trégua, e eu estava no centro de tudo, comandando cada movimento com soluções cirúrgicas. O relatório que meu funcionário entregou mais cedo confirmou o que eu já sabia: o lançamento de nossa criptomoeda havia sido mais do que um sucesso, com poucos riscos e mais lucros. Porém, claro, o mercado estava em constante mudança, e a cada vitória, um novo desafio aparecia. Meus olhos passaram pelas últimas análises, buscando detalhes que talvez tenham escapado no meio ao caos do dia.

Ainda tinha muito a fazer, até que a porta do meu escritório se abriu bruscamente sem sequer uma batida.

Alejandro entrou, fechando a porta com um baque seco atrás de si.

Ele estava sério, e eu já sabia que algo não estava certo.

— Alejo, estou muito ocupado agora — murmurei, sem tirar os olhos dos papéis em minha frente.

Mas ele não se intimidou, pelo contrário, sua voz é tão firme e cheia de proteção.

— Foda-se, vai me dar atenção agora! — disse ele, cruzando o escritório com passos decididos.

Suspirei, já esperando algum drama. Alejandro nunca fazia entrada sem cena.

— O que foi, Alejo? — perguntei, finalmente levantando o olhar.

Ele se serviu de uma dose generosa de tequila da minha garrafa antes de responder, virando o copo de uma vez só.

— Vittoria quer comer seu fígado. Parece que um tal de Renan Venâncio ligou para ela hoje, querendo tirar todo o dinheiro dos investimentos da Binance. Eu não gosto da minha mulher recebendo obrigações de outros homens enquanto está de férias, Rodrigo, muito menos o ex-marido da sua namorada — ele disse, enchendo outro copo e virando em um único gole.

Revirei os olhos, dando de ombros.

— Isso já era previsto. Eu acho que ele até demorou para tirar o dinheiro dele daqui. De qualquer forma, não vai fazer falta — Eu disse calmamente, voltando a analisar os papéis.

Alejo bateu o copo com força na mesa e se moveu para perto de mim, visivelmente irritado.

— São cento e oitenta milhões de euros que estamos perdendo, como não vai fazer falta? Está louco ou o quê? — Ele rosnou com os olhos cheios de indignação.

Levantei-me da cadeira, caminhei até ele, peguei uma garrafa de tequila e servi mais uma dose para nós dois. Entreguei o copo para ele com tranquilidade antes de responder.

— Nossa empresa é bilionária, Alejo. Eu consigo outro cliente logo para cobrir esse valor. A Vittoria pode pegar um dos meus clientes para que eu possa ocupar a vaga dele. Eu trabalho com números, recupero esse valor em uma semana. Quem vai perder é o Renan, porque o lançamento da nossa criptomoeda foi um sucesso — Eu disse, confiante.

Alejandro me olhou como se eu fosse maluco. Bebeu mais um gole, mas o rosto ainda mantinha aquela tensão.

— Rodrigo, nem tudo é simples assim. Você já foi longe demais com suas aventuras — ele disse,com o tom de advertência evidente.

Eu sabia que ele tinha razão, mas a vida me ensinou que todas as escolhas têm consequências, e eu estava pronto para lidar com as minhas. Dei um longo gole na minha bebida antes de responder.

— Eu sei, Alejo, você tem razão. Mas tudo tem um preço. Eu sabia o custo quando escolhi assumir a Micaela , e agora eu tenho que pagar — falei, com sinceridade, me servindo de mais tequila.

Alejo me encarou por um momento, com seus olhos faiscando.

— E vale a pena? Fazer todo esse esforço para ficar com essa mulher? — Ele disse, com ceticismo.

Suspirei, olhando para o copo de tequila em minhas mãos.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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