RODRIGO NARRANDO:
Quando os seguranças do hotel nos encontraram no bunker oito horas depois, Gisele e eu havíamos pegado no sono. Despertamos um pouco surpresos, e Gisele parecia envergonhada. Ela se levantou rapidamente, ajeitando sua roupa e os cabelos. Eu também ajeitei minha camisa, felizmente estávamos vestidos e não desprevenidos como horas atrás.
Os seguranças perguntaram se estávamos bem, e confirmamos que sim. Ao sairmos do bunker, o céu estava nublado e a chuva forte já havia passado. Os seguranças se dirigiram aos outros bunkers, e a área externa do resort estava um pouco destruída, com árvores caídas, muita sujeira, a piscina transbordando e bastante suja. Uma equipe já estava se movimentando para a limpeza.
Gisele começou a andar na direção contrária e eu fui atrás dela.
— Espera, não quer tomar café da manhã comigo? — perguntei.
— Eu acho melhor não, mas obrigada — ela respondeu, piscando para mim e continuando a andar.
Eu pensei que Gisele ficaria por perto, que pediria meu telefone ou algo do tipo, mas ela simplesmente continuou andando sem olhar para trás.
Fui até minha suíte. O resort estava com seu gerador de energia ligado, então tomei um banho rápido. Assim que saí, recebi uma ligação de minha sócia e prima, Vitória.
Ela estava cuidando de tudo na empresa e precisava de mim com urgência.
— Rodrigo, você não deveria ter ido viajar no meio da semana! Precisamos de você aqui, agora! — disse Vitória, com sua voz carregada de frustração.


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