— Isso mesmo! O clã não precisa do seu dinheiro sujo. Seria uma afronta aos deuses aceitar essa esmola!
— Tia Naiara e Tia Patrícia são veneráveis, figuras que representam a geração das bisavós!
— Vocês dois tiveram a audácia de desrespeitá-las? Atacar essas senhoras é cuspir na face de toda a família Barros!
— Acham que podem comprar dignidade com uns trocados? Humilhar anciãs dessa importância?
— Olhem para nós! Estamos todos aqui e vocês continuam com essa arrogância.
— Imaginem o que a Tia Naiara e a Tia Patrícia sofreram nas mãos dessa gente antes de chegarmos...
Cláudia sentiu o chão fugir de seus pés ao ver a indignação crescendo nos olhos dos parentes.
O pânico tomou conta dela; ela não sabia para onde correr.
Nesse momento, o olhar de alguém recaiu sobre a placa imponente pendurada na entrada da mansão da família Barros: *Virtude e Legado*.
Era o símbolo sagrado que todo descendente do clã ostentava em seu pórtico.
— Gente que oprime os mais velhos não merece ter essa placa na fachada!
— Irmãos, vamos arrancar isso agora! Quebrem tudo!
— Vamos ensinar a eles que dinheiro não compra honra e nem o direito de pisar nos outros.
— Sim! Derrubem essa placa! *Virtude e Legado*? Que piada!
— Pessoas que insultam anciãs não são dignas de carregar o nome da família Barros na porta de casa.
Os jovens do Grupo Barros avançaram, com sangue nos olhos, prontos para a destruição.
Sérgio correu para bloquear o caminho, desesperado.
— Ninguém toca nisso! — gritou ele, severo. — Foi meu pai e meu irmão que penduraram essa placa com as próprias mãos! O que pensam que estão fazendo?
Tio Geraldo bateu a bengala no chão com um estrondo, fazendo todos silenciarem.
— Ah, você sabe que foram eles? — a voz do patriarca trovejou. — Isso só prova que eles sabiam o que significava ser um Barros.
— Seu pai e seu irmão, que Deus os tenha, tratavam cada membro deste clã com reverência e humildade.
— Mas vocês? Ganharam uns trocados, subiu à cabeça e agora acham que são reis?
— Esqueceram de onde vieram! Esqueceram o respeito pelos cabelos brancos!
Os outros parentes começaram a gritar em concordância:
— Sérgio Barros, você e essa viúva... todos sabem a sujeira que vocês fizeram!
— Vocês não têm vergonha na cara? Em outros tempos, por muito menos, gente como vocês seria afogada no rio dentro de gaiolas de bambu por imoralidade!
Nádia, com o rosto vermelho de raiva, retrucou sem baixar a cabeça:
— Nós vamos reconhecer o erro! Eu vou pessoalmente pedir perdão de joelhos para a Tia Naiara e a Tia Patrícia!
— Pelo amor de Deus, não risquem nossos nomes do livro da família!
Vitória inclinou-se e sussurrou no ouvido de Amélia, com um sorriso de escárnio:
— Olha só esses idiotas. O clã inteiro na porta e eles ainda tentam manter a pose.
— Nem pediram desculpas sinceras, tentaram comprar a moral com dinheiro e agora imploram. Bem feito!
Os olhos de Amélia brilhavam com uma frieza cortante.
Serem apagados da história da família era o mínimo que aquele bando merecia.
Tio Geraldo apontou o dedo trêmulo para Cláudia, implacável:
— Você não deve desculpas apenas à Tia Naiara e à Tia Patrícia.
— Você deve perdão a Amélia, sua ex-nora!
— Já esqueceu quem limpou você quando estava paralisada na cama? Esqueceu quem te serviu dia e noite como uma escrava?
— Pagar tamanha bondade com traição e ingratidão...
— Vocês só servem para que os outros apontem o dedo e riam da nossa cara. Vocês são a vergonha do Grupo Barros!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
As histórias são muito legais, o chato é que no final o aplicativo corta pela metade cada capítulo, vc fica sem entender pois, corta o final já começa o outro com outra coisa,ou seja, não dá continuidade, fica sem contexto....
Bem chegou a hora dos amigos da Amélia, os velhinhos da casa de repouso , que comandam tudo por fora, até mesmo no submundo, começar a agir, hora de acabar com a cobra da Nádia e Natanael e de quebra é claro Cláudia e seu filho covarde Sérgio ex da Amélia que fez da vida dela um inferno....
Por favor, atualizem o livro....