Amélia baixou os cílios. Tinha medo que seu olhar assassino ficasse visível.
— Eu vou lidar com os jornalistas. Você só precisa ficar ao meu lado, eu cuido do resto.
Amélia assentiu docilmente.
Sérgio pegou a mão dela e disse com ternura:
— Vamos.
Ele a conduziu para a frente, enquanto Nádia, deixada para trás, rangia os dentes de ódio.
Nesse momento, Amélia olhou para trás por cima do ombro.
Seu olhar para Nádia era distante, gélido e zombeteiro.
Nádia quase explodiu de raiva.
Como Amélia ousava olhá-la daquela forma? Achava que era grande coisa só porque Sérgio a levou para uma coletiva?
Ela lhe mostraria quem era digna de estar ao lado de Sérgio. Quem era a verdadeira senhora da família Barros.
Sérgio, de mãos dadas com Amélia, entrou no salão.
No instante em que a porta se abriu, todos os jornalistas se levantaram, disparando flashes freneticamente.
A luz era ofuscante, e Amélia franziu a testa.
Ao notar, Sérgio, atencioso, usou a mão para protegê-la dos flashes.
Por um segundo, ela viu o rapaz de antes.
O veterano de escola, limpo e radiante, que saltou na sua frente para protegê-la de uma bola sob o sol escaldante.
Naquele dia, ele entrou em seu coração.
Ela pensou que ele era quente como o sol, que ao se aproximar dele poderia absorver um pouco desse calor.
Mas ele lhe deu um inverno inteiro.
— Estou bem.
Amélia forçou um sorriso, afastando suavemente a mão de Sérgio.
Ele presumiu que ela estava desconfortável com a intimidade em público, sem notar que as pontas dos dedos dela estavam frias, trêmulas.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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