Ao ouvir o elogio forçado de Nádia, a fúria de Cláudia diminuiu um pouco.
Era o mínimo que ela esperava. Sugerir que seu filho virasse um agregado... que audácia.
Assim que viu o Grupo Barros ruir, Nádia quis pisar na cabeça deles. Cláudia, como sogra, jamais permitiria tal humilhação.
— Nádia, mil perdões. Eu te interpretei mal. Eu sabia que você não seria ingrata. Você e o Sérgio se amam de verdade. Agora que você está livre, é motivo de celebração. Finalmente vocês podem ficar juntos, à luz do dia.
Nádia manteve a expressão fechada.
Ela estava solta há dois dias e Sérgio Barros nem sequer apareceu.
Aquele cafajeste não a tratava como esposa.
— Sogra, o Sérgio ainda não veio me ver. Deve ser porque o coração dele ainda bate pela Amélia. Por que a senhora não vai lá e convence ele a reatar com aquela mulher de uma vez?
Cláudia retrucou imediatamente, desesperada:
— Impossível! Nádia, você está delirando. Você não viu como a Amélia apareceu com um amante para zombar da nossa cara quando a empresa faliu? O Sérgio viu a verdadeira face monstruosa daquela mulher. Ele não tem mais um pingo de sentimento por ela.
— É mesmo? A Amélia trouxe um amante para humilhar vocês? Que ousadia da parte dela.
— Ela pisou no orgulho do Sérgio. Ele nunca vai perdoá-la, muito menos sentir saudade. Você é o único amor verdadeiro dele.
Nádia encarou Cláudia com um sorriso falso e perigoso.
Ela sabia que se demonstrasse desprezo aberto pela falência dos Barros, Cláudia faria um inferno, espalhando aos quatro ventos que foi Nádia quem orquestrou a confusão no hospital para matar Wilson.
Por enquanto, ela teria que tolerar aquela velha insuportável.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
Por favor, atualizem o livro....