Amélia franziu a testa.
O diretor havia prometido a ela um emprego no hospital.
Por que ele mudou de ideia antes mesmo de ela começar?
— Diretor, aconteceu alguma coisa?
— Eu sei que suas habilidades médicas são excepcionais e que você seria uma ótima médica. Mas a família Barros é um dos principais acionistas do nosso hospital. Eles acabaram de emitir uma ordem para não a contratarmos. Então, sinto muito.
Amélia não imaginava que o Hospital de Medicina Tradicional também fosse propriedade da família Barros.
Foi azar dela ter se deparado com isso.
— Entendo, diretor. Não vou colocá-lo em uma situação difícil.
Se não dava certo naquele hospital, ela procuraria outro.
— Srta. Amélia, na verdade, não adianta procurar em outro lugar. O Sr. Sérgio já emitiu uma ordem de boicote contra você em toda a indústria. Você não encontrará trabalho em nenhum outro hospital.
Os olhos de Amélia se tornaram frios como gelo.
Sérgio, aquele desgraçado!
— Srta. Amélia, na verdade, a traição de um homem é algo bastante comum. Não há necessidade de levar as coisas a este ponto. Uma mulher deve saber quando ser tolerante. Do contrário, veja a que ponto chegou: você saiu com uma mão na frente e outra atrás, e o Sr. Sérgio ainda a boicota. Como vai se sustentar?
— Diretor, muito obrigada pela sua preocupação desnecessária.
Amélia desligou o telefone.
Não tinha paciência para conversar com gente sem noção.
Naquele momento, seu telefone tocou novamente.
Era Sérgio.
— Amélia, você já deve ter recebido a notícia. A partir de agora, você nunca mais encontrará um emprego.
— E os problemas do Grupo Barros, você já resolveu todos? Para ter tempo de me importunar.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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