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Vá para o Inferno, Ex-Marido! romance Capítulo 69

— Um 'obrigado' de Afonso Vieira vale muito mais que o seu pagamento!

O olhar de Afonso era afiado.

Amélia deu um sorriso sem graça.

Por que aquele homem era tão arrogante?

Estava escrito em sua testa que ela era barata?

Amélia sorriu, não querendo se rebaixar.

— Para alguém como você, dizer 'obrigado' deve ser mais difícil do que perder parte de sua fortuna. Mas, quanto ao seu 'obrigado' e ao seu dinheiro, não tenho interesse em nenhum dos dois. Vou indo.

No momento, a prioridade de Amélia era encontrar um emprego.

Além de se sustentar, o outro lado já estava pressionando por dinheiro.

— Se você quer ou não, é problema seu. Se eu dou ou não, é problema meu.

Afonso olhou friamente para o assistente João e ordenou:

— Transfira um milhão para a conta dela.

João agiu imediatamente.

No segundo seguinte.

[Transferência recebida de um milhão.]

Naquele momento, Amélia entendeu por que aquele assistente falador conseguia trabalhar para alguém como Afonso.

Ele era eficiente.

— Acha pouco? Posso aumentar.

Amélia deu um sorriso sereno.

— Você é bem generoso. Sendo assim, não serei modesta.

Então, Amélia olhou para Afonso, e seu olhar se aprofundou.

Afonso franziu a testa.

O que ela queria dizer com aquele olhar?

— Dinheiro recebido, serviço prestado. Minhas habilidades médicas podem não valer um milhão, mas essas suas pernas, com certeza, valem.

Os olhos de Afonso se tornaram sombrios.

No último encontro, essa mulher já havia dito que queria tratar suas pernas.

Mas ele sabia muito bem se suas pernas podiam ou não ser curadas.

Mas, pelo visto... ela tinha seus talentos.

— Ahn... então me dê uma receita. Quero ver se você realmente tem capacidade. Não que eu acredite em você, estou apenas testando suas habilidades médicas para o nosso Sr. Afonso.

— Testando? O seu Sr. Afonso também sofre de micção frequente e fraqueza nos rins?

Um olhar fulminante de Afonso fez João desejar estar morto.

Amélia sorriu de lado e se virou para Afonso.

— Não vou pegar seu dinheiro de graça. Deixe-me tratar suas pernas.

— Não é necessário. Minhas pernas não têm cura.

O olhar de Afonso era frio e imponente, exalando uma pressão esmagadora.

— Como sabe que não consigo sem ao menos tentar? Está com medo que eu use agulhas em você?

Amélia encarou o olhar cortante de Afonso.

Ela ousava encarar o Sr. Afonso?

— Você está querendo morrer? — sussurrou João. — Ousando falar assim com o Sr. Afonso.

— Para você, ele é o Sr. Afonso. Mas, para mim, ele é apenas um paciente. E um paciente muito desobediente.

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