— Aquele garoto da TV, em que jardim de infância ele estuda? Eu vou para o mesmo que ele.
— O garoto da TV é o jovem mestre da família Barros, Daniel. O senhor quer estudar no mesmo jardim de infância que ele? — perguntou o mordomo.
Lucas não gostava do jardim de infância.
Achava tudo muito chato.
Além disso, sua irmã se recusava a ir porque não falava.
Ele achava que ela ficaria solitária em casa, então sempre arrumava um jeito de ser expulso para voltar a ficar com ela.
Mas agora, ele sentia que precisava ir.
Porque algumas pessoas... precisavam de educação!
— Exato. Eu vou para o mesmo jardim de infância daquele moleque Barros. Mana, se comporte em casa por alguns dias. Depois que eu resolver isso, volto para brincar com você.
Tânia gesticulou.
[Força, irmão.]
O mordomo olhou para Afonso.
— Faça o que ele disse. Matricule-o amanhã. — Afonso ordenou, com uma voz gélida.
…
Em frente a uma clínica.
— Srta. Amélia, sinto muito, mas não temos vagas. Talvez a senhorita possa procurar em outro lugar.
— Srta. Amélia, se você é capaz de machucar seu próprio filho, como podemos confiar que você cuidará dos nossos pacientes?
— Você é Amélia? Que sem-vergonha! Como teve coragem de bater no seu filho daquele jeito? Gente como você não devia nem estar viva! Procurando emprego? Vá para o inferno!
Amélia era rejeitada em todos os lugares, e ainda tinha que ouvir insultos.
Sua mente começou a fraquejar.
Este mundo a sufocava, a machucava.
Ela não tinha forças nem para se defender.
Amélia sentou-se nos degraus, as lágrimas embaçando sua visão.
Mas ela se recusava a deixá-las cair.
Nesse momento, um Maybach preto parou à sua frente.
A janela se abriu.
Era Afonso.
Seu perfil era frio, mas de uma beleza estonteante.
Sua aparição repentina fez Amélia engolir as lágrimas.
Afonso virou o rosto para ela, seus olhos profundos.
— Ouvi dizer que está procurando emprego.
— Sim. Não consigo encontrar. — respondeu Amélia, com a voz calma.
— Poderia considerar trabalhar para a família Vieira.
— Onde vamos?
— Levar você para uma... familiarização antecipada com o trabalho.
Amélia não se moveu.
Afonso olhou para ela e ergueu uma sobrancelha.
— Com medo que eu te venda?
— Não sabia que o Sr. Afonso tinha senso de humor. Mas, como patrocinador, acho que o senhor valeria mais na venda.
Dito isso, Amélia abriu a porta e entrou no carro.
Um leve sorriso surgiu nos lábios de Afonso.
Ela ainda conseguia fazer piadas.
Bom sinal.
…
Família Barros.
— Vocês viram? A internet inteira está xingando a Amélia. E as ações do Grupo Barros até subiram um pouco. Tudo isso graças ao Daniel. — disse Cláudia, triunfante.
Nádia também se inclinou para elogiar Daniel.
— Daniel, você foi incrível. Se você não tivesse aparecido para explicar tudo, a tia e o Grupo Barros estariam acabados.
Ao ouvir os elogios da avó e da tia, Daniel ficou extremamente feliz.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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