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Vendida ao Sheik romance Capítulo 118

Narrado pelo Sheikh

O carro serpenteava por entre as pedras do deserto como se cortasse carne antiga. O sol queimava alto, e a areia refletia o calor que dançava na estrada. Eu olhava pela janela sem realmente ver, os dedos firmes sobre meu bastão de marfim. Aos sessenta e cinco anos, aprendi que os verdadeiros inimigos nunca gritam. Eles apenas chegam. Como Khaled.

O comboio parou diante da propriedade de Hamzah, e os criados se apressaram, abrindo as portas como se meu silêncio fosse mais pesado que qualquer rajada de vento.

Não esperei ninguém me anunciar.

Entrei.

O palácio de Hamzah era exagerado — dourado, barulhento, como se precisasse gritar para ser notado. Diferente do meu, onde cada sombra tinha um propósito. Onde cada parede já viu sangue.

Ele me esperava no salão, com um robe escuro e um sorriso forçado.

— Sheikh… que honra — disse, abrindo os braços.

Não respondi.

Caminhei direto até a poltrona de couro escuro e me sentei com a lentidão que impõe respeito. O silêncio que se seguiu era proposital. Eu queria que ele suasse antes que eu dissesse uma única palavra.

— Não estou aqui para chá, Hamzah — falei por fim, minha voz baixa e cortante. — Estou aqui porque Khaled esteve na minha casa.

O sorriso dele rachou como vidro fino.

— Eu... imaginei que ele soubesse — murmurou.

Cruzei as mãos sobre o bastão.

— Ele não só soube. Ele sentiu. E agora... ele sabe de tudo.

O silêncio caiu como um machado entre nós.

— Ele ameaçou o senhor? — Hamzah perguntou, se recompondo.

— Não. E é por isso que eu estou incomodado.

— Não entendi.

— Khaled não usou uma única palavra. Ele entrou no meu território, sentou à minha frente, olhou nos meus olhos… e sorriu. Um sorriso que dizia: “Toque na mulher dele outra vez… e eu arranco sua cabeça sem levantar a voz.”

Vi Hamzah cerrar os dentes.

— Ele sempre foi assim. Um bastardo mimado com ares de rei.

— Não. Ele é um monstro, Hamzah. E monstros não se enfrentam com bravatas. Eles se enfrentam com estratégia. Você me colocou no meio de uma guerra que talvez nem seja minha.

— Sheikh… o senhor disse que se Natália te agradasse...

— E ela agradou. Muito.

Me inclinei levemente, recordando cada instante com aquela mulher de olhos ardentes e corpo obediente. Ela sabia exatamente o que fazer. Odiava alguém com todo o coração — e isso a tornava ainda mais interessante. Mas também… perigosa.

— Natália é feita de veneno — continuei. — Um veneno doce, daqueles que fazem o homem pensar que está no controle... até a hora em que já não consegue mais respirar.

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