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Vendida ao Sheik romance Capítulo 122

Narrado por Natália

O som das correntes do bracelete escorrendo pelo meu pulso era a única coisa que eu escutava naquela sala imensa enquanto ajeitava o véu sobre os ombros. A seda do vestido vermelho colava na minha pele como uma promessa maldita. A noite era quente. Não só por causa do calor sufocante de Dubai, mas pelo que estava por vir.

O jantar com o Emir Faisal não era um simples evento diplomático. Era um campo minado. Um jogo onde cada olhar dizia mais que palavras, e onde eu precisava manter minha postura como se não soubesse que tinha sangue fresco na fundação daquela casa. O sangue do Sheikh Abdul Rahman ainda estava impregnado nas paredes do palácio, mesmo que ele estivesse enterrado a metros debaixo da areia.

Me olhei no espelho uma última vez. Cabelo solto com leves ondas, olhos delineados com precisão, batom vermelho escuro. Uma imagem calculada. Uma armadura. Porque eu não podia me dar ao luxo de parecer frágil.

Desci as escadas da mansão com passos lentos, os saltos afundando levemente no tapete persa. Hamzah me esperava na sala principal, vestindo um traje tradicional escuro. Estava elegante, mas havia algo de inquieto nos olhos dele.

— Está deslumbrante — ele disse, sem sorrir.

— Estou preparada — respondi, simples, direta. — Ele chega em cinco minutos?

— Três. E você sabe o que está em jogo.

Assenti. Sabia. O Emir Faisal não era apenas mais um aliado em potencial. Ele era a chave para derrubar Khaled. E também o próximo homem a me testar.

O portão se abriu e o som dos pneus ecoou no pátio. Hamzah esticou o braço para mim. Segurei, e fomos juntos até a porta. A comitiva do Emir estacionou sem pressa, e um homem de meia-idade desceu do banco traseiro. Alto, com olhos escuros como carvão e uma barba bem cuidada. Ele olhou para mim antes de olhar para Hamzah.

— Hamzah. Uma honra.

— Emir Faisal. A casa é sua.

Fui apresentada com um gesto curto.

— Esta é Natália, minha consorte e braço direito.

O Emir inclinou levemente a cabeça.

— A mulher mais falada de Dubai, pelo visto. Um prazer.

— O prazer é meu, Emir — respondi, sorrindo.

Fomos direto ao salão de jantar. A mesa era longa, decorada com flores discretas e talheres de prata. O cheiro de cardamomo e cordeiro assado preenchia o ar. Tudo estava milimetricamente orquestrado. Mas era só aparência. A guerra estava disfarçada de hospitalidade.

Durante o jantar, falei pouco no início. Observei. O Emir era culto, irônico, e fazia perguntas com a sutileza de quem esfaqueia pelas costas sem deixar marcas.

— Ouvi dizer que você teve uma relação próxima com o velho Abdul Rahman — ele disse, casualmente, enquanto tomava o vinho libanês.

Não hesitei. Nem pisquei.

— Tive. Mas o passado pertence ao deserto. Hoje, só olho para frente.

Ele me olhou por longos segundos, como se tentasse decifrar minhas camadas. Depois sorriu.

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