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Vendida ao Sheik romance Capítulo 131

Narrado por Lara

Khaled não respondeu de imediato. Ele me olhou por um longo tempo, como se avaliasse cada centímetro da minha alma, buscando alguma insegurança que o fizesse desistir da ideia. Mas, no fim, ele apenas deu um leve aceno de cabeça e chamou um dos seguranças. Em árabe, disse algo rápido e firme. O homem assentiu e saiu correndo.

Minutos depois, estávamos em um dos carros pretos da família, cercados por uma pequena caravana. Três SUVs blindadas, mais motos abrindo caminho. Parecia que a gente estava indo pra guerra. E talvez estivéssemos mesmo.

Khaled estava ao meu lado, calado. Seu maxilar travado. As mãos entrelaçadas no próprio colo, e os olhos vidrados na janela. Eu sabia que ele odiava aquele homem com todas as forças. E, no fundo, eu também sentia medo. Não do que Hamzah podia fazer comigo — porque Khaled jamais deixaria — mas do que eu poderia encontrar. Da expressão da Natália. Do que ela se tornara.

Talvez eu estivesse indo ver os cacos da minha irmã. Ou talvez... fosse tarde demais.

A propriedade de Hamzah era ainda maior que a de Khaled. Portões altos, paredes escuras e uma opulência arrogante que parecia gritar: “aqui mando eu”. Quando chegamos, os portões se abriram lentamente, mas a tensão no ar aumentou. Os seguranças desceram primeiro, revistaram o perímetro e só depois nos permitiram sair do carro.

Khaled saiu primeiro. Alto, imponente, vestindo preto dos pés à cabeça, como se fosse à execução de um inimigo. Eu desci ao lado dele, com a mão apoiada em seu braço. Não como mulher submissa — mas como uma rainha ao lado do seu rei.

Fomos recebidos por dois homens armados na entrada. Um deles tentou nos barrar.

Homem: O Hamzah está ocupado. Ele não...

Khaled: Diga a ele que Khaled Al-Saud Rashid está aqui. E que trouxe a esposa.

A mudança no olhar dos homens foi imediata. Um deles engoliu seco, claramente reconhecendo o nome. O outro hesitou e correu para dentro, avisar o patrão. Minutos depois, Hamzah apareceu.

Ele parecia mais velho. Roupas largas, sorriso falso, barba alinhada. Mas os olhos... os olhos denunciavam tudo. Era medo. E ódio.

Hamzah: Khaled... não sabia que você vinha me visitar. Está tão bem acompanhado... Lara.

Khaled: Poupe a falsidade. Estamos aqui porque a minha esposa quer falar com a irmã.

Hamzah tentou manter a postura, mas eu percebi o leve tremor na mão dele.

Hamzah: A Natália... ela está descansando. Mas posso mandar chamar.

Khaled: Faça isso. Agora.

A voz dele era fria, letal. Eu quase me esqueci de respirar por um segundo. Hamzah assentiu, virou de costas e mandou uma das empregadas buscar Natália. Enquanto esperávamos, ele tentou puxar conversa.

Hamzah: Acredito que Lara esteja preocupada. Mas posso assegurar que sua irmã está bem cuidada.

Khaled: Você não cuida de nada. Você compra. E quebra quando enjoa.

Hamzah não respondeu. A tensão entre os dois era cortante. Até que, finalmente, escutei passos. Olhei para o alto da escadaria.

E lá estava ela.

Minha irmã.

Natália desceu devagar, vestindo um vestido claro, simples, os cabelos soltos. Estava mais magra, os olhos fundos, mas ainda havia força em sua expressão. Quando me viu, congelou no meio do caminho. Os olhos se encheram d’água, mas ela não disse nada.

Desci um passo à frente. Khaled tentou me segurar, mas eu apenas segurei sua mão e sussurrei:

Lara: Eu preciso ir sozinha.

Ele me soltou.

CAPÍTULO - VISITA A NATÁLIA 1

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